Porém, conforme o gerente de pacientes externos do Conceição, Robinson Menezes do Amaral, 95% dos pacientes tinham enfermidades possíveis de ser tratadas em postos de saúde. No hospital, a situação é semelhante, já que apenas 7% do total carecem de internação.
O gerente admite que o número de pacientes é superior à capacidade de atendimento, o que aumentou a demora e gerou reclamações por parte da população. Amaral explica que pessoas que podem estar sendo vítimas de infarto, derrame, AVC, além de casos de apendicite, edema pulmonar ou outras situações que exijam cirurgia e internação, devem se dirigir ao Conceição.
Para problemas de menor complexidade, a UPA é a alternativa. Isso se refere a casos como crises de asma, hipertensão, além de dores agudas, palpitação e desmaios. Consultas simples como medição de pressão arterial, gripe, infecção respiratória, gastrointerite e machucados devem ser realizadas nas unidades básicas de saúde.
Desde o fim de semana passado a UPA enfrenta problemas em razão do pedido de demissão de parte dos médicos clínicos e pediatras do Conceição que vinham atuando no local, segundo o gerente. Nos dias de semana a unidade dispõe de quatro clínicos, dois pediatras e um cirurgião. Nos sábados, domingos, feriados e períodos noturnos há dois clínicos a menos, em razão da diminuição da demanda.
Amaral garante que aprovados no concurso para o Conceição estão sendo chamados e que até o fim do ano deve ser lançada uma seleção a fim de contratar médicos próprios para a unidade e permitir que os profissionais que foram deslocados do hospital retornem aos postos de origem. Com isso, a UPA ganhar deve ganhar mais um clínico à noite e nos finais de semana.
A unidade foi aberta há 15 dias com o objetivo de desafogar a emergência do Hospital Conceição, que é bastante procurada por moradores da Grande Porto Alegre. Desde a inauguração, o local recebeu 300 pessoas em média por dia. Já os atendimentos no Conceição, que somavam entre 550 e 600 por dia, diminuíram para 480, conforme o gerente.