Geral

Gestão da freeway segue em estudos pela EGR e sem definição

Presidente da empresa aponta para complexidade do cálculo dos pedágios

Presidente da empresa aponta para complexidade do cálculo dos pedágios
Presidente da empresa aponta para complexidade do cálculo dos pedágios Foto : André Ávila / CP Memória
Ainda não há prazo definido, mas pode ficar para a próxima semana a conclusão dos estudos de Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) e secretaria dos Transportes sobre os custos de manutenção do trecho da BR 290 (freeway), em Osório, até o entroncamento da BR 116, em Guaíba. Governo do Estado e ministério dos Transportes negociam a possibilidade de a EGR assumir o trecho de 122 quilômetros até fevereiro de 2019. Desde o dia quatro de julho, após terminar a extensão de um ano, do contrato de 20 anos de concessão à Concepa, o Dnit está na gestão do percurso.

Há condicionantes e complexidades, observa o presidente da EGR, Nelson Lídio Nunes. "É preciso o exame com muita cautela", acrescentou, numa referência aos valores de pedágio necessários nas três praças para a preservação da qualidade e da segurança da rodovia, sem prejuízos financeiros ao gestor. Conforme Nunes a "definição mais concreta" pode sair na semana que vem. Até agora não há qualquer agenda entre o estado e o ministério sobre a matéria. "Mas isso pode acontecer a qualquer momento", ressalvou.

O edital de licitação já foi publicado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e o leilão está marcado para 1º de novembro. O prazo da concessão é por 30 anos e envolve as BRs 101, 290, 386 e 448. Esse conjunto de estradas é denominado Rodovia de Integração Sul. O limite da tarifa de pedágio bidirecional a ser cobrado dos usuários, conforme prevê o edital, é de R$ 7,24 e só poderá ocorrer após um ano e meio de concessão.

As estradas a serem licitadas cruzarão 32 municípios. O investimento previsto, pela ANTT, é de R$ 7,8 bilhões. Enquanto o leilão é aguardado, nos 122 quilômetros Osório/Guaíba o Dnit já contratou empresa para o içamento do vão móvel da ponte do Guaíba e à segurança nas três praças de pedágio (Osório, Gravataí e Guaíba).

Também nesta semana o Dnit contratou a A LCM Construção e Comércio SA, que venceu pregão eletrônico para executar serviços de manutenção e limpeza. Por não estar definida a concessão provisória, o trecho segue sem cobrança de pedágio nas três praças, mas sem serviços de ambulância e guincho.