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GHC inaugura leitos para dependentes de crack em Porto Alegre

Unidade localizada no Hospital Conceição entrará em operação a partir do dia 11 de novembro

O Grupo Hospitalar Conceição (GHC) inaugurou nesta quinta-feira os primeiros oito dos 16 leitos previstos para dependentes de crack e de outras drogas. A Unidade de Internação Psiquiátrica para Adolescentes, localizada no Hospital Nossa Senhora da Conceição, entrará em operação efetiva a partir do dia 11 de novembro, quando passará a receber meninas e adolescentes dependentes de crack, com idades entre 12 e 18 anos.

As pacientes, que poderão ser gestantes, deverão ser encaminhadas por serviços do GHC, como o Consultório de Rua, e pelos postos de saúde da zona Norte de Porto Alegre. Não haverá atendimento de emergência. “Abrimos os leitos em razão da carência de serviços destinados especificamente a mulheres nessa faixa etária na Capital”, explicou o coordenador da unidade, Luis Guilherme Streb.

Segundo ele, a inauguração representou a terceira etapa de implantação do projeto do GHC de enfrentamento do crack e de outras drogas. A primeira iniciativa lançada foi o Consultório de Rua, que realiza atendimento de dependentes químicos nas ruas da zona Norte.

Em um segundo momento, foi aberto o Centro de Atenção Psicossocial à Infância e Adolescência (CAPSi) - recebe diariamente 25 crianças e adolescentes que enfrentam transtornos mentais graves. Crianças com até 12 anos dependentes de drogas também são atendidas.

Em dezembro, o GHC deverá inaugurar o Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas 24 horas (CAPS AD-III) com oito leitos. “A última etapa do projeto contemplará a criação de um centro de estudos sobre as drogas e a elaboração de um protocolo de atenção ao usuário, que servirá de modelo para o Ministério da Saúde”, explicou Streb.

O superintendente do GHC, Neio Lúcio Fraga Pereira, ressaltou que, para possibilitar a abertura da unidade psiquiátrica, houve necessidade de fechamento temporário de alguns leitos da Infectologia e da Cardiologia. Tão logo um prédio anexo em fase de construção esteja finalizado, os leitos serão reabertos.

De acordo com o superintendente, 113 meninas gestantes e usuárias de crack tiveram filhos nas dependências do Hospital Fêmina em 2009. “Todos os bebês nasceram com síndrome de abstinência”, revelou.

O objetivo do GHC é de, em curto espaço de tempo, a partir do atendimento das dependentes e dos recém-nascidos, elaborar um protocolo de medidas de atenção aos dependentes que servirá de parâmetro para todo o País. “Precisamos enfrentar a epidemia do crack convivendo com uma carência de mil leitos de internação em hospitais públicos da Capital”, comentou.

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