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Gol nega operação padrão de funcionários em Guarulhos

Companhia aérea ressalta que índice de atrasos se deve a condições climáticas adversas

A companhia aérea Gol negou na noite desta sexta-feira a informação de que os funcionários da companhia no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na Grande São Paulo, estejam trabalhando em operação padrão. Em nota, a companhia esclareceu que o índice de atrasos disponível no sistema da Infraero, compatível com a média do setor, reflete o "fechamento temporário de alguns aeroportos por condições climáticas adversas na madrugada e manhã de hoje". A empresa ainda ressaltou que para minimizar o impacto e melhor atender os clientes, foram realizados "ajustes em sua malha aérea durante o dia".

Mais cedo, a direção do Sindicato dos Aeroviários de Guarulhos afirmou que os funcionários da Gol iniciaram uma operação padrão em Guarulhos, por volta das 12h, com adesão expressiva. De acordo com o sindicato, os trabalhadores decidiram sobre a operação padrão em assembleia realizada em 28 de setembro.

Os funcionários da Gol chegaram a iniciar mobilização por greve em agosto, mas decidiram esperar o resultado da mediação do Ministério Público do Trabalho (MPT) em São Paulo, em prol da solução de diversos problemas, em especial a sobrecarga de trabalho.

Como ao longo das três audiências no MPT-SP trabalhadores e empresa não chegaram a um acordo, os aeroviários decidiram iniciar a operação padrão antes do feriado.

Quase metade dos voos atrasou no Salgado Filho

Nesta sexta, segundo dados da Infraero, a companhia já soma 85 voos atrasados e 11 cancelamentos. Em todo o País, até as 17h, dos 739 voos previstos da companhia, 262 sofreram atrasos e 14 foram cancelados. No aeroporto de Guarulhos, até as 17h, dos 155 voos programados, 60 registraram atrasos e quatro foram cancelados, incluindo as demais companhias.

No Salgado Filho, 44 das 86 operações tiveram atrasos até as 19h. Segundo a Infraero, o elevado número se dá pelos transtornos ocorridos durante a manhã, quando o aeroporto esteve fechado e o movimento maior por causa do feriado prolongado. Outros dois voos tinham sido cancelados até o horário.

Diante do fim das negociações no MPT-SP, sem acordo, os sindicatos de aeroviários enviaram ofício ao órgão solicitando o envio do caso à Procuradoria Geral do Trabalho, em Brasília, para investigar as denúncias dos trabalhadores.


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