"O projeto do Rio Muriaé, em Laje do Muriaé, somado aos demais, atenderão aos (municípios de) Itaperuna, Cardoso Moreira, Italva", disse Cabral. "Com isso, resolveremos um problema nacional porque, na verdade, o rio enche (com as chuvas) em Minas", completou.
Fernando Bezerra informou que, para 2012, a pasta quer investir mais em prevenção de desastres e vai priorizar os estados de Minas, do Espírito Santos e Rio de Janeiro. "Estamos recolhendo solicitações de projetos, sobretudo desses três estados, que entrem no orçamento deste ano". Segundo ele, quando completos, os projetos são analisados pela pasta entre 60 e 90 dias.
Durante entrevista à imprensa, Cabral ainda prestou contas dos cerca de R$ 150 milhões que o governo federal liberou para o estado, em 2011, após a tragédias das chuvas. Disse que do total, R$ 70 milhões foram para o pagamento de aluguel social a sete mil famílias desabrigadas e o restante, "está disponíveis na conta" para reconstrução de 73 pontes destruídas pelas enchentes. "A licitação será feita até o final de janeiro", declarou o governador. Segundo ele, por advertência técnica, os projetos das pontes estão sendo finalizados.
Defesa Civil em alerta
Bezerra alertou o governo fluminense para a continuidade das chuvas fortes no estado. Elas deverão afetar principalmente as regiões norte, noroeste, serrana e metropolitana. Durante o encontro com Cabral, ele disse que a Defesa Civil estadual deve permanecer mobilizada para evitar perdas de vidas e minimizar danos materiais. As chuvas dos últimos dias já deixaram cerca 30 mil pessoas desalojadas e 2 mil desabrigadas em nove municípios. "O principal objetivo (da reunião com o governador) foi de fato chamar atenção da Defesa Civil do Rio para esse período mais crítico de chuvas que estamos enfrentando e afeta, sobretudo, o estado fluminense, Minas Gerais e o Espírito Santo", declarou Bezerra. De acordo com ele, um grupo de monitoramento foi instalado desde o início do ano nesses estados.
Durante o encontro, Sérgio Cabral disse que as informações trazidas pelo ministro "a respeito dos próximos dias são preocupantes" e chamou a atenção dos prefeitos. "Vai chover muito no estado, vai chover muito na região serrana, vai chover muito no norte, no noroeste, vai chover muito na região de Minas (Gerais) de onde as águas vêm afetar nossas cidades", disse.