“Essa nova ferramenta reforça o caráter intersetorial do combate. A dengue é um problema de saúde pública que não se limita ao setor saúde. É um problema de toda a sociedade. Um problema recorrente que, em um ano melhora, no outro, piora”, afirmou. Desde 2003, o ministério utilizava o Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa). A partir deste ano, a expectativa é que uma ferramenta denominada Risco Dengue possibilite o fortalecimento imediato de ações de combate à prevenção.
Temporão disse ainda que não há “solução mágica” para o fim da dengue e que apenas uma vacina contra os quatro sorotipos da doença seria capaz de proteger as pessoas de forma mais contundente. “Todas as armas e estratégias são conhecidas, não há nada de novo”, afirmou.
O Risco Dengue tem como base dados já disponíveis em estados e municípios e define as ações a serem realizadas por todas as esferas. De acordo com o ministério, o risco de epidemia aumenta em cidades de maior porte e em regiões metropolitanas que não tenham enfrentado epidemias recentes ou alta circulação do vírus.
A pasta destacou que os estados e municípios deverão manter a realização do LIRAa. A recomendação, inclusive, é que ele seja ampliado de 169 para 354 cidades em todo o país. A divulgação de cada município que aderir ao levantamento está prevista para novembro.
Balanço
Um levantamento realizado pelo Portal R7 com secretarias da Saúde de todos os Estados e Distrito Federal aponta que, desde o início de 2010, a dengue já matou 530 brasileiros. O número já supera o antigo recorde, registrado em 2008, quando a doença fez 478 vítimas. No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, ainda não houve nenhuma morte confirmada este ano.