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Governo começa projeto de construção de seis Unidades de Pronto-Atendimento no RS

UPAs poderão realizar até 500 atendimentos por dia

O governo do Estado começou a executar o projeto para a construção das primeiras Unidades de Pronto-Atendimento, as chamadas UPAs, no Rio Grande do Sul. O secretário estadual da saúde, Osmar Terra, entregou o edital de licitação para erguer seis unidades, distribuídas nos municípios de Porto Alegre (duas), Santa Maria, Rio Grande, Pelotas e Passo Fundo. Nesses espaços, as unidades poderão realizar até 500 atendimentos por dia. Na Capital, elas ficarão no bairro Navegantes e junto ao Centro Vida, na zona Norte. A expectativa é de que a tramitação do edital dure cerca de um mês.

Devido às adaptações do modelo proposto pelo governo federal, as UPAs deverão demorar cerca de 120 dias para ficarem prontas. A previsão é de que serão construídas 32 unidades em dois anos no Estado. Os espaços fazem parte de uma iniciativa do governo federal para diminuir a lotação dos hospitais e qualificar o atendimento na rede básica de saúde. Com funcionamento 24 horas por dia, o foco são os pacientes de baixa e média complexidades. Para a construção das 32 UPAs a União investirá cerca de R$ 47,2 milhões. enquanto os recursos para a manutenção serão divididos pela União (50%), governo estadual (25%) e município (25%).

Segundo Terra, a distribuição das unidades no Interior e em Porto Alegre permitirá a abrangência de grande parte da população, facilitando o acesso dos pacientes. Além disso, ele explicou que as UPAs vão diminuir a pressão sobre os hospitais. "As primeiras seis unidades terão a capacidade de atender até 500 consultas por dia cada uma, isso corresponde ao serviço prestado pelo Pronto Socorro de Porto Alegre", explicou Terra.
As UPAs são divididas em três tipos, de acordo com a população abrangida. As do Tipo I atendem em média 150 pacientes por dia; do modelo II até 300; e do III até 500. O secretário lembrou que elas ganharam visibilidade ao serem construídas no Rio de Janeiro quando ocorreu o avanço da dengue. "Como o Rio não tinha limitações no atendimento devido à falta de postos de saúde, as UPAs foram uma alternativa, contribuindo para qualificar o serviço", lembrou ele.
De acordo com o secretário estadual de Obras, José Carlos Breda, como o projeto sofreu alterações o prazo de construção foi ampliado de 30 para 120 dias. "Estamos usando uma técnica diferente do modelo apresentado pelo governo federal, para atendermos melhor as características do Estado", disse ele. Para o secretário da Administração, Elói Guimarães, a estrutura das UPAs serão horizontais, ou seja, com apenas um andar. "Assim a locomoção dos pacientes fica mais fácil."