Após as fortes chuvas que atingiram o Estado de São Paulo a partir da noite de segunda-feira, causando ao menos 12 mortes e 125 pontos de alagamento na capital paulista, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou, na tarde desta terça-feira, que começará operação de emergência para a retirada de sedimentos do fundo dos rios Tietê e Pinheiros. O objetivo do chamado desassoreamento dos rios é evitar novos alagamentos na cidade de São Paulo e na região metropolitana. As obras custarão R$ 800 milhões aos cofres públicos.
De acordo com o governador, 2,1 milhões e 1,5 milhão de metros cúbicos de materiais acumulados serão retirados, respectivamente, dos rios Tietê e Pinheiros, para conter as cheias. No rio Pinheiros, o governo diz ter autorizado a Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae) a colocar de mais três bombas de sucção – dois na Usina Elevatória de Traição e uma na Usina Elevatória de Pedreira.
Alckmin também relatou ter sobrevoado as calhas dos rios Pinheiros e Tietê e se comprometeu a disponibilizar 50 caminhões de limpeza de bocas de lobo e dez caminhões-pipa para a limpeza das ruas da capital.
Entre 2009 e este ano, o rio Tietê transbordou cinco vezes, segundo informações do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE). Na madrugada desta terça-feira, a água invadiu a pista na altura do posto da Dutra e próximo à ponte do Piqueri. Já o rio Pinheiros sofreu com transbordamentos três vezes no mesmo período. A última vez aconteceu também na manhã desta terça-feira, na altura da Cidade Universitária (zona oeste).
Mortes
Já chega a 12 o número de mortos no Estado em decorrência das chuvas que atingiram a região, desde a noite da segunda-feira. Entre a última noite e a madrugada desta terça-feira, cinco pessoas morreram após deslizamento de terra em São José dos Campos, no interior de São Paulo.
As informações são do Portal R7.
Governo de SP fará obra emergencial para desassorear rios Tietê e Pinheiros
Anúncio foi feito pelo governador Geraldo Alckmin durante coletiva de imprensa