Geral

Governo desiste de dois anos a mais no curso de medicina

Proposta fazia parte do programa Mais Médicos e mobilizou protestos na categoria

O governo federal desistiu de ampliar o currículo dos cursos de Medicina de seis para oito anos, conforme previsto na Medida Provisória (MP) do programa Mais Médicos, que tinha sido alvo de críticas, e vai apoiar a proposta trazida à mesa por uma comissão de especialistas para que o período adicional se transforme em residência médica. "(A diretriz é que) após a formação do médico na graduação, em seis anos, a residência médica assegure essa vivência na urgência e emergência e na atenção primária", disse o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, após participar de uma reunião nesta quarta-feira com o titular da Pasta da Saúde, Alexandre Padilha, e representantes de faculdades de medicina federais do País, em Brasília.

Mercadante defende que a MP 621, que trata do Mais Médicos e tramita no Congresso Nacional, já previa a possibilidade de que os dois anos adicionais se convertessem em residência médica. O Conselho Nacional de Educação (CNE) também deverá propor novas diretrizes para os cursos da área a partir das modificações estabelecidas pela MP.

O ministro disse ainda que, pela posição do governo federal, toda a residência médica deverá ocorrer no Sistema Único de Saúde (SUS) já em 2018. Além disso, o primeiro ano da residência terá foco na atenção básica e na urgência e na emergência, já com orientação na especialidade que o formado queira adotar. "Toda a residência será no SUS. No primeiro ano da pediatria, (ele) vai fazer (a residência em) atenção básica, já orientada para a especialização como pediatra".

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