O governo federal destinou R$ 10 milhões para o desenvolvimento da Operação Laçador, que mobiliza 10 mil militares da Aeronáutica, Exército e Marinha em um conflito fictício entre dois países hipotéticos. "Foram as necessidades do país que determinaram o volime investido", justificou o ministro da Defesa, Nelson Jobim, que hoje veio ao Rio Grande do Sul para acompanhar a movimentação das tropas em Canoas e Rio Grande. Ele destacou que o Brasil, com uma posição internacional ativa e crescente, precisar dizer não quando for preciso.
O ministro assegurou que o exercício militar não é um simulacro de guerra dirigido ao Paraguai, como especulou o jornal paraguaio ABC Color. "Não há por parte do Brasil nenhuma pretensão protecionista, pois não temos nenhum problema nas áreas de fronteira", assinalou. Jobim disse que o temor do país vizinho é "absolutamente equivocado". "O Brasil inclusive financiará a construção de uma linha de transmissão ligando a Usina Binacional de Itaipu a Assunção", explicou. O ministro ressaltou que cabe ao país decidir o momento oportuno para a realização ou não de exercícios militares.
"O Brasil fala com quem quiser", advertiu Jobim, rebatendo as críticas direcionadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva por ter recebido o presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad. Segundo ele, o governo brasileiro defende que os conflitos sejam resolvidos com diálogo, deixando de lado a visão de intolerância. O ministro afirmou ainda que até janeiro apresentará a Lula o plano de modernização de equipamentos das Forças Armadas. "Com base nas propostas encaminhadas por Aeronáutica, Exército e Marinha, estamos projetando a perspectiva de defesa nacional para 20 anos", explicou.
Governo destina R$ 10 milhões para Operação Laçador
Ministro da Defesa, Nelson Jobim, veio ao Estado para acompanhar a movimentação das tropas em Canoas e Rio Grande