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Governo diz não ter verba para pagar aluguel social de famílias que interrompem a ERS 118

Protesto já dura quase três horas no km 2 da rodovia, em Sapucaia do Sul

Protesto já dura quase três horas no km 2 da rodovia, em Sapucaia do Sul
Protesto já dura quase três horas no km 2 da rodovia, em Sapucaia do Sul Foto : Lucas Rivas / Rádio Guaíba / Especial / CP
Em meio a um bloqueio que já dura quase três horas da ERS 118, em Sapucaia do Sul, em protesto de moradores contra o atraso em repasses do aluguel social, o Palácio Piratini por meio da Secretaria Estadual de Obras, Saneamento e Habitação, admitiu que o problema persiste desde que o Estado teve as contas bloqueadas pela União. Conforme o diretor de Habitação da Pasta, Eduardo Fiorin, não há verba disponível para resolver a situação ainda hoje. “De fato, o aluguel social dessas famílias está em atraso desde o último dia 10 de agosto”, admite.

O valor do aluguel social, de R$ 500, é repassado para cerca de 900 famílias, que foram realocadas da faixa de domínio da rodovia em função das obras de duplicação, em 2014. O total dos repasses gira em torno de R$ 420 mil. O pagamento ocorre via Banrisul nos dias 10 e 25 de cada mês. As famílias hoje vivem em casas alugadas em Sapucaia do Sul, Gravataí e Cachoeirinha. Em protesto com fogo em galhos, os manifestantes interrompem, nos dois sentidos, o km 2 da ERS 118, desde as 13h.

O Comando Rodoviário da Brigada Militar adverte que o congestionamento já passa de dez quilômetros no trecho, o que compromete o fluxo na BR 116 e na BR 448. De acordo com o grupo, as famílias correm risco de despejo. O grupo também protesta contra o valor pago mensalmente, que não muda há dois anos.

Os manifestantes exigem a presença de um representante da Secretaria Municipal de Habitação de Sapucaia do Sul pra dar inicio as tratativas de liberação da via. Porém, o diretor Eduardo Fiorin sugere que uma comissão seja formada pelos moradores para discutir os entraves diretamente com a Secretaria Estadual.