O adiamento ocorreu depois que professores e membros do sindicato tomaram o auditório Paulo Freire, na sede da Secretaria Estadual de Educação (Seduc), alertando que só iria deixar o local depois que o governo se comprometesse a não publicar o decreto em outubro. Para a presidente do Cpers/Sindicato, Rejane de Oliveira, foi uma vitória da categoria.
Com a decisão, assinada pela administração estadual durante a noite, fica estabelecido o diálogo entre governo e professores sobre os critérios de avaliação, com prazo para a proposta ser concluída somente depois de dezembro. A entidade alega não ter sido consultada pelo governo sobre a mudança, e que soube da tentativa de criação do novo sistema por meio da imprensa.
O secretário da Educação relatou que o governo mantém as bases do Seap, mas apenas adia a data da publicação do decreto, para garantir aos professores maior tempo de diálogo sobre os critérios de promoção. “A proposta do governo existe, pois valoriza a formação dos professores e visa à qualidade do ensino. Será sobre ela a discussão com a categoria”, enfatizou Azevedo.
Em ofício entregue à direção do Cpers, ele informou que aceitava estabelecer o tempo solicitado e que daria prosseguimento apenas à avaliação qualitativa e coletiva do sistema em escolas, coordenadorias regionais e na própria Seduc. “Assim sendo, a secretaria reitera sua intenção de revisar e aperfeiçoar os atuais critérios de avaliação por merecimento para promoção na carreira dos membros do magistério público estadual e no processo de diálogo existente com o Cpers”, aponta o texto.