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Governo do Estado decide cortar ponto dos grevistas da PGE

Servidores devem entrar com mandado na Justiça para reverter decisão<br />

Com mais de uma semana de greve, os servidores da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) não dão sinal de que voltarão ao trabalho. Pelo contrário, com a decisão oficializada nesta segunda-feira pelo governo estadual de cortar o ponto dos grevistas, a categoria deve mover uma ação judicial contra o Estado, nesta terça, para evitar a possibilidade de falta não justificável. De acordo com a assessoria da PGE, o ponto já foi cortado e o governo não pretende negociar com os grevistas enquanto eles não retornarem às atividades.

Segundo o diretor do sindicato da categoria (Sindspge), Cícero Correa Filho, os trabalhadores entenderam, em assembleia, que não há possibilidade de os grevistas encerrarem a paralisação sem que o governo melhore a proposta de reajuste e retire o corte de ponto. Correa esclarece que 70% dos 731 servidores aderiram ao ato. “Vamos entrar com um mandado de segurança no Tribunal de Justiça para garantir a legitimidade da nossa greve, já que estamos cumprindo o número minimo de 30% de efetivo trabalhando”, assegurou.

O dirigente reiterou que a greve segue gerando prejuízo ao erário público. Correa explica que a categoria ganha em média R$ 4,5 mil e requer 26% de aumento, referentes à inflação acumulada. O governo, de outro lado, ofereceu duas propostas, uma de 10% em duas parcelas e outra de 15%, a ser quitada até 2015. Ambas foram recusadas.

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