Em depoimento à Polícia Federal, o traficante relatou pagamentos de propinas a policiais civis e militares. As declarações devem gerar vários inquéritos para investigar a banda podre da polícia do Rio. Hoje integrantes da Corregedoria Geral Unificada já estavam tentando obter informações de Nem no Complexo Penitenciário de Gericinó, de acordo com Beltrame.
De acordo com reportagem publicada na edição desta sexta-feira do jornal "O Globo", Nem disse aos agentes da PF que metade do seu faturamento era destinado ao pagamento de propinas. O traficante contou que em alguns meses não lucrou com o tráfico devido aos achaques da polícia e que alguns policiais recebiam mesada do tráfico. As estimativas da Secretaria de Segurança é de que a quadrilha de Nem faturava em torno de R$ 100 milhões por ano