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De acordo com a assessoria de Imprensa da Defesa Civil, a logística de distribuição é complicada, já que algumas localidades não têm condições de estocar esse tipo de medicamento, que precisa permanecer refrigerado. A imunização será feita pelas prefeituras nos postos de saúde locais, e não nos hospitais de campanha, que foram montados pela Defesa Civil nas cidades para receber, preferencialmente, doentes em estado grave.
O número de mortos em decorrência das chuvas que devastaram a região serrana do Estado do Rio de Janeiro já chega a 635, segundo informações da Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil ao site R7. Nova Friburgo foi a cidade mais castigada, com 287 mortos. Em seguida vem Teresópolis (269), Petrópolis (56), Sumidouro (19) e São José do Vale do Rio Preto (quatro).
Já a quantidade de desalojados e desabrigados já passa de 14 mil. Em Petrópolis são 6,4 mil, enquanto Nova Friburgo tem 5.190; Teresópolis, 2.240; e Sumidouro, 500. Há outros municípios onde há desabrigados e desalojados, como Areal e São José do Vale do Rio Preto.
Uma grande preocupação das autoridades sanitárias é a contaminação da população por leptospirose, doença para a qual não há vacinação. A única forma de prevenção é evitar a ingestão e o contato com a água das chuvas, que pode estar contaminada com a urina do rato, um dos principais vetores da leptospirose. Cartilhas com as orientações sobre como limpar as caixas d'água, evitando a contaminação, foram enviadas às prefeituras pela Defesa Civil, bem como a água sanitária necessária, que já está à disposição dos moradores.
Doença infecciosa febril e causada por uma bactéria, a leptospirose causa sensação de mal-estar, dor de cabeça, dor muscular intensa, cansaço e calafrios, e pode matar caso o paciente não receba tratamento adequado. O agravante é que os sintomas podem demorar de dois a 30 dias para aparecer.