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Governo do RJ distribui vacinas para evitar doenças após chuvas

Tragédia já matou 635 pessoas e deixou mais de 14 mil desabrigadas ou desalojadas

Governo do RJ distribui vacinas para evitar doenças após chuvas. Clique para ver a galeria
Governo do RJ distribui vacinas para evitar doenças após chuvas. Clique para ver a galeria Foto : AFP / CP
Ainda em situação de calamidade pública depois das fortes chuvas, uma das maiores preocupações na região serrana fluminense é com a transmissão de doenças como difteria, tétano e leptospirose. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde e Defesa Civil (Sesdec), foram distribuídas cerca de 6 mil doses de vacinas duplas (tétano/difteria) para cada uma das maiores cidades atingidas pelos deslizamentos de terra e enchentes - Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo. Para Sumidouro, pequeno município também atingido pelas chuvas, foram enviadas 600 doses do medicamento. A Sesdec informou ainda que há um estoque de 100 mil doses da vacina, que podem ser enviadas aos municípios conforme a demanda.

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De acordo com a assessoria de Imprensa da Defesa Civil, a logística de distribuição é complicada, já que algumas localidades não têm condições de estocar esse tipo de medicamento, que precisa permanecer refrigerado. A imunização será feita pelas prefeituras nos postos de saúde locais, e não nos hospitais de campanha, que foram montados pela Defesa Civil nas cidades para receber, preferencialmente, doentes em estado grave.

O número de mortos em decorrência das chuvas que devastaram a região serrana do Estado do Rio de Janeiro já chega a 635, segundo informações da Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil ao site R7. Nova Friburgo foi a cidade mais castigada, com 287 mortos. Em seguida vem Teresópolis (269), Petrópolis (56), Sumidouro (19) e São José do Vale do Rio Preto (quatro).

Já a quantidade de desalojados e desabrigados já passa de 14 mil. Em Petrópolis são 6,4 mil, enquanto Nova Friburgo tem 5.190; Teresópolis, 2.240; e Sumidouro, 500. Há outros municípios onde há desabrigados e desalojados, como Areal e São José do Vale do Rio Preto.

Uma grande preocupação das autoridades sanitárias é a contaminação da população por leptospirose, doença para a qual não há vacinação. A única forma de prevenção é evitar a ingestão e o contato com a água das chuvas, que pode estar contaminada com a urina do rato, um dos principais vetores da leptospirose. Cartilhas com as orientações sobre como limpar as caixas d'água, evitando a contaminação, foram enviadas às prefeituras pela Defesa Civil, bem como a água sanitária necessária, que já está à disposição dos moradores.

Doença infecciosa febril e causada por uma bactéria, a leptospirose causa sensação de mal-estar, dor de cabeça, dor muscular intensa, cansaço e calafrios, e pode matar caso o paciente não receba tratamento adequado. O agravante é que os sintomas podem demorar de dois a 30 dias para aparecer.

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