“Depois de muitos anos (sem negociação), no início de 2011 abrimos um diálogo inédito com o Cpers. Dos 17 pontos propostos por eles, 16 foram atendidos. Voltaríamos a nos reunir no ano que vem. Quem rompeu a negociação foi o sindicato”, afirmou. Na ocasião, o governo do Estado concedeu reposição salarial de 10,9% aos professores.
Almeida reafirmou ainda um dos principais pontos de defesa da pasta: o de que o cumprimento do piso salarial, de R$ 1.187, seria feito até o fim do mandato do governador Tarso Genro, e não agora. “Vamos manter o nosso compromisso. Na prática, não há nenhum rompimento de acordo, de diálogo. Mas, se o Cpers não quiser negociar, é uma decisão deles."
Além da implantação imediata do piso, aprovado em 2008, os professores são contrários à reforma educacional, que inclui um novo sistema de avaliação do magistério, e à alteração no plano de carreira e no Ensino Médio.
Pagamento do ponto
A secretaria também se posicionou sobre o pagamento dos professores afirmando que apenas os que assinarem a presença em sala de aula receberão o salário. Em entrevista à Rádio Guaíba, a presidente do Cpers/Sindicato, Rejane de Oliveira, minimizou a questão. “O governo está com medo. (...) Asseguramos aos professores que eles não ficarão na mão. O abono às faltas faz parte do acordo para o fim da greve.” Já a secretária-adjunta de Educação, Maria Eulália Nascimento, rebateu a informação dizendo que o abono não será uma “moeda de troca”.
Com informações do repórter Voltaire Porto, da Rádio Guaíba