Os policiais querem que a reestruturação seja feita por meio de uma lei. Isso porque muitos agentes exercem funções de alta complexidade e, no entanto, sem receber salário correspondente. A remuneração dos agentes, escrivães e papiloscopistas varia de R$ 7 mil a R$ 11 mil. Se for enquadrada ao patamar de outras categorias do serviço público federal, o teto pode chegar a R$ 13 mil.
O vice-presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais, Paulo Roberto Polônio Barreto, disse que a categoria não abre mão da reestruturação e espera que a contraproposta do governo “deixe abertura para que seja debatida.” O secretário do Planejamento negocia neste momento com os técnicos administrativos das universidades federais, que também estão parados.
No Rio Grande do Sul, os delegados da PF decidiram manter o indicativo de greve e devem paralisar as atividades na segunda e quarta-feira da semana que vem. Nesta quarta-feira, a categoria paralisou as atividades por 24 horas em todo o Estado e realizou somente serviços internos. A greve dos agentes da PF ganhou também o apoio dos servidores administrativos. A classe reivindica a realização de concurso para a área e também a reestruturação da carreira e valorização salarial. A paralisação dos administrativos pode afetar o suporte à atividade policial e também serviços de atendimento ao cidadão, como emissão de passaportes, registro de estrangeiros e controle de entrada e transporte de produtos químicos em território nacional.