Depois das declações da médica Rossana de Carli, relatando dificuldades na liberação do atendimento aeromédico para a remoção de Tiago Baez Cichanowzki, de três anos, de Capão da Canoa para Porto Alegre na manhã dessa terça-feira, o subcomandante do Batalhão de Aviação da Brigada Militar, major Carlos Franck, justificou a demora na decolagem da aeronave. Ele explicou que a aeronave disponível é a mesma utilizada nas ações de salvamento e operações policiais. Além disso, o helicóptero é usado na remoção de pacientes, em operação chamada de “missão de misericórdia”.
No entanto, Franck admitiu que aeronave não é equipada com os aparelhos padrões de atendimento médico, como por exemplo um desfibrilador ou tubo oxigênio. “Ao solicitar o serviço, diante da gravidade do quadro do paciente, prontamente disponibilizamos a aeronave. Porém, como não havia os equipamentos ocorreu demora porque foi necessário utilizar os da ambulância”, ressaltou.
Atendimento aeromédico continua, diz secretaria
Já a Secretaria Estadual de Saúde afirmou por meio de uma nota que demora no transporte de Tiago não se deve à falta do atendimento aeromédico. O diretor do Departamento de Assistência Hospitalar e Ambulatorial da secretaria, Alexandre de Britto, enfatiza que o serviço continua sendo prestado pelo helicóptero da Brigada Militar e que os dois helicópteros adquiridos em 2014 permanecem nos Estados Unidos, aguardando a entrega por parte do fabricante.
A Pasta informou ainda que o médico plantonista do Hospital Santa Luzia, de Capão da Canoa, solicitou uma vaga ao Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre às 9h40min. A criança começou a receber atendimento no HPS às 12h34min. “Neste período, desde a entrada no Hospital Santa Luzia até a chegada na Capital, a criança recebeu todos os cuidados intensivos médicos”, diz a nota. Segundo o HPS, o menino apresenta um quadro de Traumatismo Craniano Encefálico grave e permanece em coma induzido.
Governo garante que atendimento aeromédico continua em funcionamento
Demora de helicóptero para socorrer menino em Capão ocorreu por falta de equipamento