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Governo garante que atendimento aeromédico continua em funcionamento

Demora de helicóptero para socorrer menino em Capão ocorreu por falta de equipamento

Helicóptero que faz ações de salvamento da Brigada Militar foi disponibilizada, mas não é equipada
Helicóptero que faz ações de salvamento da Brigada Militar foi disponibilizada, mas não é equipada Foto : André Ávila
Depois das declações da médica Rossana de Carli, relatando dificuldades na liberação do atendimento aeromédico para a remoção de Tiago Baez Cichanowzki, de três anos, de Capão da Canoa para Porto Alegre na manhã dessa terça-feira, o subcomandante do Batalhão de Aviação da Brigada Militar, major Carlos Franck, justificou a demora na decolagem da aeronave. Ele explicou que a aeronave disponível é a mesma utilizada nas ações de salvamento e operações policiais. Além disso, o helicóptero é usado na remoção de pacientes, em operação chamada de “missão de misericórdia”.

No entanto, Franck admitiu que aeronave não é equipada com os aparelhos padrões de atendimento médico, como por exemplo um desfibrilador ou tubo oxigênio. “Ao solicitar o serviço, diante da gravidade do quadro do paciente, prontamente disponibilizamos a aeronave. Porém, como não havia os equipamentos ocorreu demora porque foi necessário utilizar os da ambulância”, ressaltou.

Atendimento aeromédico continua, diz secretaria

Já a Secretaria Estadual de Saúde afirmou por meio de uma nota que demora no transporte de Tiago não se deve à falta do atendimento aeromédico. O diretor do Departamento de Assistência Hospitalar e Ambulatorial da secretaria, Alexandre de Britto, enfatiza que o serviço continua sendo prestado pelo helicóptero da Brigada Militar e que os dois helicópteros adquiridos em 2014 permanecem nos Estados Unidos, aguardando a entrega por parte do fabricante.

A Pasta informou ainda que o médico plantonista do Hospital Santa Luzia, de Capão da Canoa, solicitou uma vaga ao Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre às 9h40min. A criança começou a receber atendimento no HPS às 12h34min. “Neste período, desde a entrada no Hospital Santa Luzia até a chegada na Capital, a criança recebeu todos os cuidados intensivos médicos”, diz a nota. Segundo o HPS, o menino apresenta um quadro de Traumatismo Craniano Encefálico grave e permanece em coma induzido.