“Atualmente, as crianças precisam trocar de escola quando concluem a 5ª série”, explicou a diretora Aline Corrêa Santanna da Silva. A meta é iniciar o próximo ano letivo com 500 alunos, com incremento de 150 vagas. “Formalizaremos o pedido ao Conselho Estadual da Educação”, disse. O prédio estava pronto desde setembro e somente não foi utilizado neste ano letivo devido à demora do governo do Estado em enviar mesas e cadeiras, o que só ocorreu em março.
Agora, a comunidade escolar está mobilizada para assegurar a construção de uma cozinha e de um refeitório. “O projeto foi enviado à Secretaria de Obras Públicas, Irrigação e Desenvolvimento Urbano ainda na administração da governadora Yeda Crusius, mas infelizmente a burocracia impede que os recursos sejam liberados”, lamentou a vice-diretora Zila Teresinha Campos Farias. Há dez anos, a cozinha foi implantada, em caráter precário, no corredor do segundo pavimento do prédio principal da escola. Como não há refeitório, a merenda escolar é servida nas salas de aulas.
A escola tinha refeitório e cozinha, mas o prédio ameaçava cair, foi condenado pela Secretaria de Obras Públicas, Irrigação e Desenvolvimento Urbano. Após a demolição, a direção necessitou adotar medidas emergenciais, já quase transformadas em permanentes, para assegurar o preparo e o fornecimento da merenda para os estudantes.
Os alunos ficaram empolgados com a doação, formalizada oficialmente nesta quinta-feira pelo cônsul do Japão em Porto Alegre, Takeshi Goto, em solenidade prestigiada pelo coordenadora da 1ª Coordenadoria Regional de Educação, Tania Soares.
Todos ficaram surpresos com a infinidade de origamis de tsurus espalhados pela escola. O tsuru, também conhecido como grou ou cegonha, significa boa sorte, felicidade e saúde. Diz a lenda que quem fizer mil tsurus, desejando fortemente alguma coisa, terá sucesso. Os estudantes já confeccionaram 800 e pretendem concluir a meta de 1000 com a esperança de que um refeitório e uma cozinha sejam construídos ainda em 2011. “Nem que para isso tenhamos que novamente recorrer ao governo japonês”, comentou Aline.