Entre as novas medidas está a limitação da extração a uma distância de 50 metros das margens. Pestana também prometeu maior controle e fiscalização das áreas de extração. Além disso, será implementada uma central de monitoramento na Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) e as mineradoras deverão entregar relatórios sobre a retirada do insumo do local.
Obras da Copa paradas
As obras de concretagem nos corredores de ônibus da Protásio Alves e da Bento Gonçalves estão paradas devido à crise no fornecimento de areia. O diretor administrativo-financeiro do Sindicato da Indústria de Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplenagem em Geral no RS (Sicepot-RS), Nilto Scapin, afirmou que a falta de areia - principal matéria-prima para a produção de concreto - obriga as empreiteiras a alterar os cronogramas, priorizando outras atividades, como pinturas e pequenos reparos.
“O que se consegue de areia é a preços 100% maiores do que havia sido previsto. O metro cúbico, que custava R$ 35,00, está custando R$ 70,00”, compara. A Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov) alegou que a entrega dos corredores vai atrasar em quatro meses para diminuir os problemas de trânsito na Capital.
Extração suspensa desde 24 de maio
A extração de areia no Rio Jacuí foi suspensa dia 24 de maio pela Vara Federal Ambiental, Agrária e Residual de Porto Alegre. A ação civil pública foi ajuizada pela Associação para Pesquisa de Técnicas Ambientais, que denuncia no processo a existência de ilegalidade na extração do mineral, com graves danos ambientais junto às costas, agressões às ilhas e destruição da mata ciliar.
Conforme a petição, estaria ocorrendo uma devastação ambiental, com a irreversível descaracterização do Rio Jacuí, resultando em graves prejuízos à fauna, à flora e à vida humana. A proibição levou as empresas que extraem a areia a recorrerem da decisão, pedindo a suspensão da medida.