Uma assembleia geral está agendada para 9 de março, em frente ao Palácio Piratini. Nos dias 14, 15 e 16 do mesmo mês deve haver paralisação nacional dos professores, para pressionar o governo a atender as demanas do magistério.
A exigência é para manutenção do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) como indexador do piso nacional, que teve 22% de acréscimo este ano. O secretário da Fazenda, Odir Tonollier, afirmou que isso torna o piso impagável. O opção seria a mudança para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), calculado em 6,5%, o que é rechaçado pela categoria.
Aumento real dos professores será “altamente significativo”, diz Tarso
O governador Tarso Genro informou na semana passada que o reajuste aos professores do Estado será corrigido em março pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acrescido de um aumento “substancial, altamente significativo, acima da inflação”. O governador reafirmou que o piso será cumprido até o fim do mandato.
“Nós vamos cumprir o que está no plano de governo. O aumento vai se refletir em toda a categoria. Não queremos deixar nenhum professor recebendo abaixo do piso até o fim do governo”, declarou em entrevista à Rádio Guaíba.
Sobre contracheques que estariam abaixo do valor mínimo, o governador respondeu ao programa “Esfera Pública”: “se somar todos os valores, a ampla maioria recebe o piso, somadas as parcelas referentes a cada professor”.
O governo estuda a limitação referente ao teto salarial dos servidores estaduais por meio de instrumentos como parecer normativo e decreto. Segundo o governador, a medida irá eliminar os excessos.