Dezenas de trabalhadores que acompanhavam o movimento ficaram nos corredores aguardando o resultado. O presidente do Sintergs, Lucidio Avila, disse que a categoria pede reajuste emergencial de 9% neste ano e outros 6% em abril de 2013, a fim de diminuir a discrepância de salários das categorias de nível superior.
Na assembleia realizada na semana passada, foi sugerido que o valor básico dos técnico-científicos saltaria dos atuais R$ 2,7 mil para R$ 5,3 mil. Avila lembrou que há arrocho salarial histórico, pois em 1986 os salários estavam no mesmo nível dos delegados de polícia, procuradores e coronéis da Brigada Militar.
O presidente do sindicato destacou que a proposta apresentada foi de reposição salarial, mas o governo sinalizou com a reestruturação da carreira. Conforme ele, uma das promessas do governo era diminuir a diferença entre os maiores e os menores salários, quando a secretária de Administração e Recursos Humanos, Stela Farias, se comprometeu a pagar uma Gratificação de Incentivo Científico (GIC) de 45%, que terminou com uma Gratificação de Estímulo Técnico (GET) de 34%.
A terceira rodada de negociações foi marcada para o dia 5 de novembro, quando será discutida a nova matriz de cargos e salários. O Sintergs promete mobilizar a categoria para pressionar pela reestruturação da carreira.