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Governo pede prazo para avaliar reajuste salarial aos professores

Nova reunião com o Cpers Sindicato foi agendada para 15 de março

Governo e Cpers instalaram mesa de negociação
Governo e Cpers instalaram mesa de negociação Foto : Caco Argemi / Palácio Piratini / CP
O governador Tarso Genro pediu um prazo de 15 dias para avaliar a proposta de reajuste salarial dos professores estaduais feita durante reunião com representantes do Cpers Sindicato na manhã desta segunda-feira. Conforme a presidente da categoria, Rejane de Oliveira, o prazo é limite para os professores, que precisam do reajuste com urgência.

"O governo precisa compreender a condição de miserabilidade que os professores se encontram. Não é possível falar em qualidade sem priorizar os trabalhadores, que hoje não têm condições de viver com esse salário. A melhoria de condições precisa ser feita de forma emergencial", disse a presidente do Sindicato em entrevista à Rádio Guaíba. A nova reunião com o governo foi agendada para 15 de março.

Rejane disse que o Sindicato não abre mão do piso nacional integral para professores e trabalhadores de escola. “Não existe possibilidade de negociação que não envolve o piso federal”, garantiu. Segundo ela, nesta manhã o governador Tarso Genro se comprometeu com a realização de um concurso público para a contratação de novos professores.

Pagamento de forma escalonada


Também em entrevista à Rádio Guaíba, o secretário de Educação, José Clóvis de Azevedo, afirmou que o governo Tarso pagará o piso salarial dos professores, mas advertiu que essa promessa será cumprida dentro de uma proposta escalonada que contemplará a categoria. Ele ressaltou que será feito, de forma imediata, pagamento de adicionais salariais até que se chegue no piso dentro do menor prazo possível.

Azevedo disse que a ajuda federal já está garantida, mas para a questão do salário é preciso de medida legal de acordo com critérios definidos pelo MEC. O secretário reiterou que o governador está comprometido com o piso dos professores e lembrou que o primeiro passo do governo foi o de retirar o nome do Rio Grande do Sul da Ação Direta de Inconstitucionalidade que questionava a medida.



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