"O governo precisa compreender a condição de miserabilidade que os professores se encontram. Não é possível falar em qualidade sem priorizar os trabalhadores, que hoje não têm condições de viver com esse salário. A melhoria de condições precisa ser feita de forma emergencial", disse a presidente do Sindicato em entrevista à Rádio Guaíba. A nova reunião com o governo foi agendada para 15 de março.
Rejane disse que o Sindicato não abre mão do piso nacional integral para professores e trabalhadores de escola. “Não existe possibilidade de negociação que não envolve o piso federal”, garantiu. Segundo ela, nesta manhã o governador Tarso Genro se comprometeu com a realização de um concurso público para a contratação de novos professores.
Pagamento de forma escalonada
Também em entrevista à Rádio Guaíba, o secretário de Educação, José Clóvis de Azevedo, afirmou que o governo Tarso pagará o piso salarial dos professores, mas advertiu que essa promessa será cumprida dentro de uma proposta escalonada que contemplará a categoria. Ele ressaltou que será feito, de forma imediata, pagamento de adicionais salariais até que se chegue no piso dentro do menor prazo possível.
Azevedo disse que a ajuda federal já está garantida, mas para a questão do salário é preciso de medida legal de acordo com critérios definidos pelo MEC. O secretário reiterou que o governador está comprometido com o piso dos professores e lembrou que o primeiro passo do governo foi o de retirar o nome do Rio Grande do Sul da Ação Direta de Inconstitucionalidade que questionava a medida.