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Governo promete corrigir MP que reduz salário dos médicos federais

Dezenas de profissionais protestaram contra alterações em Porto Alegre

Médicos federais teriam salários reduzidos em 50%
Médicos federais teriam salários reduzidos em 50% Foto : Arthur Puls
Com o aval da Presidência da República, o senador Eduardo Braga (PMDB-AM) apresentará emenda ao texto da Medida Provisória (MP) 568/2012 que reajusta o salário dos servidores públicos federais, corrigindo problema na estrutura de remuneração dos profissionais de saúde.

Na manhã desta terça-feira, o senador e líder do governo no Senado reuniu-se com a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, para discutir as alterações. “O Ministério do Planejamento reconhece que teve um erro na medida provisória. Nós vamos corrigir o erro”, disse a ministra, ao deixar o Congresso.

O ponto mais importante é a criação de uma tabela de remuneração exclusiva para os médicos, desmembrado das demais categorias do setor. O objetivo é evitar uma paralisação nacional dos servidores e chegar a uma negociação com os médicos de hospitais públicos, que protestam contra redução de salários imposta pela MP.

“Nós fizemos as adequações possíveis no texto da MP”, afirmou o relator Eduardo Braga. A matéria será analisada na reunião de hoje da comissão especial do Congresso que avalia a constitucionalidade e admissibilidade da medida provisória, antes da tramitação na Câmara e no Senado. Braga contou que apresentará seu parecer nesta tarde. Caso não haja pedido de vistas, a intenção é votá-lo para que siga para análise na Câmara e, posteriormente, no Senado.

A tabela exclusiva para os médicos dos ministérios da Saúde, Trabalho e Previdência Social prevê a possibilidade de contratos de trabalho de 20 horas semanais ou de 40 horas. No caso dos contratos de 20 horas, está mantida a gratificação, além do vencimento básico. Já para os contratos de 40 horas, o vencimento básico dobra de valor, mas a gratificação permanecerá a mesma.

Pela emenda a ser incorporada pelos deputados e senadores da comissão especial, são suprimidas todas as alterações previstas no texto da MP quanto ao pagamento de insalubridade e periculosidade. Com isso, fica mantido o pagamento desses benefícios com base em um percentual do vencimento básico e não mais um valor fixo, independente de reajustes salariais, como prevê a medida provisória.

Outro ponto do texto original da medida provisória que será alterado diz respeito ao novo cálculo previsto para o pagamento de produtividade. “Isso vai para o espaço. Vão permanecer as regras de hoje”, falou o relator.

Em Porto Alegre, dezenas de médicos federais realizaram protesto na manhã de hoje. Liderada pelo Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Conselho Regional de Medicina (Cremers) e Associação Médica do Rio Grande do Sul (Amrigs), os profissionais carregaram faixas para pedir a retirada dos itens que prejudicam a categoria.

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