Com os laudos, o secretário, que é atualmente o interlocutor do presídio, garantiu que em 15 dias será apresentado um cronograma de ações que serão feitas no local, garantindo melhorias. Além disso, ele adiantou que até julho estarão concluídas as construções das casas prisionais de Montenegro, Arroio dos Ratos e Charqueadas. Com isso, serão criadas mais de 1,6 mil vagas e que todas serão preenchidas com detentos do Presídio Central. A medida deverá reduzir quase que imediatamente a superlotação.
Para o presidente da OAB/RS, Claudio Lamachia, o Presídio Central já representa um dos grandes problemas do Estado por dois fatores. O primeiro é o de não garantir a recuperação da pessoa que lá é confinada, o que é o princípio fundamental. O segundo é o de segurança pública, já que o presídio se tornou uma “escola para o crime”. Assim, ele acredita que é necessária essa união entre diversos segmentos para compartilhar informações e para que seja encontrado soluções efetivas. “Não podemos mais aceitar essa situação. É fundamental que o governo mostre o que está disposto a fazer e como podemos auxiliar”.
De acordo com o vice-presidente do Cremers, Fernando Weber Matos, o laudo produzido pelo conselho apontou que a situação no presídio é muito mais preocupante do que o governo, por meio da Secretaria Estadual de Saúde, está afirmando. Ele citou a precária situação da cozinha, em que existe a presença de ratos e falta total de higiene; a ausência de exames de quando os presos são admitidos e a alta possibilidade de transmissão de doenças.
Para o vice-presidente do Crea-RS, engenheiro Marino Greco, são necessárias melhorias urgentes na estrutura da casa prisional. Além disso, ele ressaltou que os outros problemas associados, como a falta de higiene, péssimas condições sanitárias e a superlotação, agravam mais as condições de utilização do prédio.