“O que nos ofereceram foi uma recomposição do plano de participação nos resultados. O que significa um pagamento de 50% do valor de 2013 e 40% de 2014 e as partes restantes convertidas em folgas”, explicou. Na prática, o benefício representa cerca de R$ 1,8 mil para cada servidor, divididos em oito parcelas.
A crítica dos servidores se mantém, ainda assim, no que se refere a itens da pauta original que seguem sem qualquer tipo de aceno. “O que pedimos é um reajuste de 12% referente a perdas salariais, acréscimo em 25% do benefício do plano de saúde e aumento de 50% no vale refeição. Hoje, o vale é de R$ 800 por mês, enquanto os demais funcionários vinculados à Eletrobrás, como nós, recebem R$ 1,2 mil”, argumentou Garcia.
Com a paralisação prestes a completar um mês, os grevistas garantem não haver prejuízos à população. “O acordo com o Tribunal Regional do Trabalho está mantido, com 60% do efetivo em setores operacionais e call-center, 70% em setores emergenciais e mais 30% em outras áreas. O que pode haver, de prejuízo para a população, é algum eventual atraso devido ao número reduzido de trabalhadores em atividade”, ponderou o dirigente.
A greve levou o MPT a ajuizar o dissídio dos eletricitários, em 10 de abril. Desde então, não houve evolução nas negociações entre as partes.