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Governo propõe plano de carreira aos professores universitários

Docentes de institutos e universidades federais estão em greve desde maio

O governo federal propôs nesta sexta-feira um plano de carreira às entidades sindicais dos professores dos institutos e universidades federais. A proposta entraria em vigor a partir do ano que vem. A categoria está em greve desde o dia 17 de maio. Representantes dos grevistas conversaram  nesta tarde com o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça.

A proposta do Planalto estima que, ao longo dos próximos três anos, a remuneração do professor titular com dedicação exclusiva suba de R$ 11,8 mil para R$ 17,1 mil. Além disso, “como forma de incentivar o avanço mais rápido e a busca da qualificação profissional e dos títulos acadêmicos”, os níveis de carreira serão reduzidos de 17 para 13.

Segundo documento do Ministério do Planejamento, “a proposta permite uma mudança na concepção das universidades e dos institutos, na medida em que estimula a titulação, a dedicação exclusiva e a certificação de conhecimentos”. O plano garante ao professor com título de doutorado e dedicação exclusiva um salário inicial de R$ 8,4 mil. A remuneração dos docentes que já estão na universidade, com título de doutor e dedicação exclusiva, aumentará de R$ 7,3 mil para R$ 10 mil.

A paralisação da categoria, que completou 57 dias, atinge 56 das 59 universidades federais, além de 34 institutos federais de educação tecnológica, dos 38 existentes. Eles reivindicam reestruturação da carreira e melhores condições de infraestrutura nas instituições. No caso dos institutos federais de educação, ciência e tecnologia, a proposta prevê progressão de titulação. Além disso, o governo assegura que “haverá novo processo de certificação do conhecimento tecnológico e experiência acumulados ao longo da atividade profissional de cada docente”.

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