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Governo propõe reajuste mínimo de 25% a grevistas das universidades federais

Nova oferta agrada sindicato que representa maioria dos professores da Capital, mas não os do interior

O Ministério do Planejamento apresentou uma nova proposta aos professores federais em reunião ocorrida em Brasília nesta terça-feira. Pela oferta, o índice mínimo de reajuste salarial passa para 25%, concedido em parcelas entre março de 2013 e 2015. No texto anterior, o menor percentual era de 12% e o início do pagamento era previsto para julho do ano que vem.

O presidente da Federação dos Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), Eduardo Rolim de Oliveira, explica que, pela nova proposta, nenhum professor perde até 2015. Os reajustes maiores para início de carreira favorecem, principalmente, os profissionais com mestrado. Para os cargos mais altos, a oferta se mantém, com reajuste de 40% para professores titulares com doutorado e dedicação exclusiva. Assim, o salário passa de R$ 12,2 mil para R$ 17 mil. O impacto no orçamento, antes de R$ 3,9 bilhões, passa para R$ 4,2 bilhões.

Para Oliveira, a proposta atende às exigências do sindicato. Além do reajuste, a estrutura de carreira também é mantida, sem barreiras para progressão de carreira. Outro item é a manutenção de carreiras distintas para docentes de universidades e institutos federais. Os níveis de carreira também serão reduzidos de 17 para 13, conforme exigência dos professores. No caso dos institutos federais, os docentes serão valorizados através de certificações de conhecimento tecnológico.

Já o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), se disse insatisfeito com a oferta, já que não prevê reestruturação de carreira, como exigem os docentes ligados ao sindicato, que representa grande parte dos grevistas. A proposta, porém, vai ser avaliada pela categoria.

Já o Proifes deve fazer uma análise do texto, junto ao conselho deliberativo, até amanhã, e depois, consultar os professores filiados, a fim de deliberar os próximos passos do movimento. A greve que já dura 69 dias atinge 57 das 59 universidades federais do País e 33 dos 38 institutos tecnológicos.

No Rio Grande do Sul, o movimento já paralisa as atividades nas universidades federais do Rio Grande do Sul (Ufrgs), de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), com a maioria dos docentes ligados ao Proifes, e as de Santa Maria (UFSM), do Rio Grande (Furg), de Pelotas (Ufpel) e do Pampa (Unipampa), com professores filiados ao Andes, além dos institutos federais.


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