A presidente embarcou nessa quarta-feira para Quito, capital do Equador, onde participa nesta quarta da 4ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac). Dilma voltou a dizer que, como ainda não há uma vacina contra o vírus, a ajuda da população no combate ao mosquito Aedes aegypti é essencial. O mosquito é vetor também da dengue e da febre chikungunya.
"Se ainda hoje nós não temos uma vacina, tenho certeza de que iremos ter, mas vai levar um tempo. A melhor vacina contra o vírus Zika é o combate de cada um de nós, do governo, mas também da sociedade. Eliminando todos os focos nos quais o mosquito vive e se reproduz. A fêmea, por exemplo, põe 400 ovos. Quanto mais água parada, mais esse mosquito se reproduz, e nós não podemos deixá-lo nascer", acrescentou.
Na semana passada, Dilma já havia pedido a ajuda da população no combate ao Aedes aegypti durante a cerimônia de inauguração da pista leste da Via Mangue, no Recife, Pernambuco, estado com o maior número de casos suspeitos de microcefalia causada pelo vírus.
Todos os países do Continente Americano provavelmente terão a circulação interna do vírus Zika, com exceção do Chile e Canadá. O alerta foi feito na segunda-feira (25) pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS).