Há ainda informações de prejuízos menores em Rio Pardo e em Sinimbu. O coordenador da microrregião de Santa Cruz, Edmundo Aleixo Geller, estima que o número de lavouras danificadas possa chegar a 3 mil.
Geller explicou que o plantio ocorre de julho até meados ou fim de setembro, dependendo da região. O tempo para o desenvolvimento da planta demora entre 120 e 150 dias e muitas lavouras estão atualmente com entre 12 e 15 folhas de fumo por pé parcialmente prontas para a colheita. A retirada das folhas ocorre entre meados de dezembro e janeiro.
Ele estima que somente dentro de três semanas será possível avaliar os prejuízos iniciais às lavouras, depois que todos os produtores fornecerem informações sobre os danos. Segundo ele, normalmente os fumicultores entram em contato com os orientadores, que são representantes de fumageiras. Como hoje todos estavam de folga, a Afubra concentrou os telefonemas. Os municípios mais atingidos foram Santa Cruz do Sul e Vera Cruz.
Temporal durou cerca de 10 minutos
Em Santa Cruz, a chuva forte acompanhada de granizo caiu por volta das 23h. As pedras, com até um centímetro de diâmetro, deixaram os telhados e chão cobertos de gelo em pouco tempo. A precipitação durou em torno de 10 minutos e as pedras desaparecem logo devido à forte chuva. Em Vera Cruz, os veículos que trafegavam pela RSC 287, na localidade de Linha Cipriano, tiveram que parar para evitar riscos de derrapagem e de danos com o granizo na pista. No Centro da cidade também houve registro de uma grande quantidade de pedras.
No Centro de Porto Alegre, vento atrapalhou moradores pela manhã | Crédito: Fabiano do Amaral / CP
Vento forte no Centro do Estado
Em Santa Maria, no Centro, as rajadas de vento derrubaram o lonão da Exposição Feira Agropecuária, no Centro de Eventos da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), e danificaram o telhado de duas residências na Vila Nossa Senhora Conceição e uma na Cohab Tancredo Neves. Além disso, o vento deixou vários pontos do município sem energia elétrica.
Em Itaara, força do vento destelhou uma residência no bairro Parque Serrano I, derrubou uma árvore no bairro Jardim da Serra. Várias casas ficaram sem energia elétrica e sem água. Em São Pedro do Sul, o telhado de uma residência foi danificado no bairro Rivera e vários pontos estão sem energia elétrica.
Em Santiago, cerca de 200 residências foram danificadas pela força do vento. Segundo o plantão do Corpo de Bombeiros, 15 postes de energia elétrica foram derrubados e inúmeras árvores foram arrancadas. As vilas Irmã Dulce, Riachuelo, Nei Pereira e Nova foram as mais atingidas. A prefeitura, através da Secretaria de Assistência Social, distribui lonas às famílias. A AES Sul recebeu apoio de funcionários de São Borja e de Santa Maria para restabelecer o fornecimento de luz.
Em Restinga Seca, a prefeitura, através da Defesa Civil do município, distribui lonas para as cerca de 200 famílias que tiveram suas casas danificadas pela força do vento e pelo granizo. Árvores caíram nas ruas Aparício Borges e Reinaldo Prade. Na Vila Rosa, próximo à RST 287, a cobertura de uma quadra de esportes foi arrancada pela força do vento e jogada em cima da Escola Municipal Sete de Setembro. Vários pontos do município estão sem energia elétrica.
Rodovias bloqueadas
Em São Lourenço do Sul, na Região Sul, o km 469 da BR 116 está em meia pista em função do aumento do nível das águas do Arroio Passo do Pinto. Durante toda madrugada, equipes da concessionária Ecosul monitoraram o local. Assim que as águas baixarem, será avaliado se houve danos estruturais no desvio, para posterior liberação do tráfego. Já em Santiago, no Centro, o km 264 da RSC 377 está em meia pista devido à queda de postes de luz no local, causada pelo vendaval.
Com informações dos correspondentes Otto Tesche, de Santa Cruz do Sul, e Renato Oliveira, de Santa Maria