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Gravataí poderá ter hospital público

Projeto deve atenuar a superlotação crônica das emergências na Capital

O município de Gravataí poderá ter um hospital público, denominado Metropolitano, que atenderá moradores da cidade e de municípios do Vale do Gravataí, desafogando o volume de serviços na Capital. Esta é a expectativa da prefeita Rita Sanco. Ela explicou, na terça-feira, que desde o início do ano foi formada uma frente, composta por prefeitos, vereadores e lideranças comunitárias, para assegurar a construção da unidade de saúde. "Estamos liderando este movimento porque compreendemos a importância do investimento na região", explicou.

A primeira iniciativa da frente foi assegurar apoio do governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual de Saúde, e da União, por meio do Ministério da Saúde. "É um momento histórico. Três esferas de governo trabalhando juntas para viabilizar o empreendimento", frisou.

De acordo com estudo realizado pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC), 30% do volume de atendimentos nos hospitais Nossa Senhora da Conceição, Cristo Redentor, Fêmina e da Criança Conceição é de pacientes vindos da região do Vale do Gravataí. "O hospital, além de suprir demanda da região, também tem de atenuar a crônica superlotação das emergências da Capital", projetou a prefeita.

O projeto está sendo elaborado pela Secretaria Estadual de Saúde e a expectativa é de que seja concluído até o final do ano. Ainda não há definição sobre onde a unidade será erguida. A publicação do edital de licitação para a obra é prevista para meados de 2012. A população que poderá ser beneficiada é superior a um milhão de pessoas. O movimento pró-hospital é integrado pelos municípios de Alvorada, Cachoeirinha, Glorinha, Santo Antônio da Patrulha, Taquara e Viamão. O Metropolitano deverá ser especializado nos serviços de emergência, traumatologia e neurocirurgia, com 350 leitos.

A prefeita revelou que somente para a construção do hospital serão necessários R$ 70 milhões - valor a ser suprido pelo governo federal. Ainda não está definida como será a gestão da instituição, podendo ser administrada de forma compartilhada ou por meio de consórcio, com despesas divididas entre os municípios.

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