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Greve afeta emissão de 90% dos passaportes no RS, diz sindicato

Policiais federais iniciaram paralisação nesta terça

Agentes se reuniram na sede da PF em Porto Alegre
Agentes se reuniram na sede da PF em Porto Alegre Foto : Arthur Puls
A adesão à greve iniciada nesta terça-feira pelos policiais federais em todo o País foi total no Estado, conforme a categoria. Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Rio Grande do Sul (Sinpef/RS), Paulo Paes, 90% dos 300 passaportes que normalmente são emitidos diariamente deixaram de ser confeccionados. Apenas os casos considerados emergenciais e os agendados por pessoas com mais de 60 anos foram atendidos. 

Serviços como atendimento ao público e controle de empresas de vigilância também ficaram prejudicados. A categoria manteve apenas plantões para o registro de ocorrências em flagrante e custódia de presos.

No Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, a classe iniciou uma operação padrão, que deve se estender até quinta-feira, quando os policiais irão avaliar o movimento e decidir se continuam paralisados. O mesmo ocorreu nas fronteiras, com fiscalização minuciosa de veículos e passageiros, o que resultou em filas de carros.

A reivindicação é por melhores condições de trabalho, mais efetivo e remuneração condizente com o risco das funções exercidas pelos agentes. “O que queremos é uma reestruturação da carreira e dos salários, que precisam ser equiparados aos das demais categorias”, afirmou Paes.

Ele e outros dirigentes falaram para dezenas de policiais, que se concentraram na sede da Polícia Federal (PF), em Porto Alegre, na avenida Ipiranga. No local, foi realizada uma manifestação com bandeiras e faixas.

De acordo com o presidente do sindicato, há seis anos não há reajuste salarial. Policiais aguardam uma proposta, que estava prevista para o final de julho, após três anos de negociação com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

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