Das 61 partidas agendadas, 18 aconteceram fora do horário previsto e duas foram suspensas. Todos os voos cancelados eram operados pela TAM, que atribuiu a culpa aos grevistas. De acordo com a Infraero, os funcionários trabalharam normalmente durante a manhã. No entanto, as alterações ocorreram por reflexo do Aeroporto de Congonhas.
O aeroviário Wagner Reis, que trabalha na TAM há dois anos como balanceiro, disse que tentou se informar sobre a paralisação mas não teve retorno das entidades de classe. “É preciso mais comunicação”, afirmou. Sobre a adesão ao movimento, ele relatou que é quase inevitável ficar de fora. Outro trabalhador do aeroporto, Leandro Martinelli, 18 anos, que é aprendiz de operações, contou que é contrário à greve articulada pela categoria. Pare ele, a véspera de Natal é inoportuna para a mobilização.
Os trabalhadores pedem aumento de 7%. O Sindicato Nacional das Empresas Aéreas concordou, na quarta-feira, em conceder reajuste de 6,5% aos funcionários, além de manter o ganho de 10% nos pisos salariais, nos tíquetes-alimentação e nas cestas básicas.
A Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav) recomenda às agências de viagens a darem total assistência aos seus clientes, fornecendo informação sobre reservas e possíveis atrasos. Roberta Spindola, 26 anos, e a mãe dela, Eliane Spindola, 48, telefonaram para a agência de viagens em que compraram as passagens para o Rio de Janeiro. “Está tudo certo com o nosso voo”, disseram. Quase 50% dos voos programados para decolar do Aeroporto de Congonhas, sofreram atrasos de mais de meia hora.
No saguão do Salgado Filho, passageiros enfrentaram filas devido aos atrasos em Congonhas | Foto: Pedro Revillion