Por outro lado, o Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística do Rio Grande do Sul (Setcergs), José Carlos Silvano, ressalta que a entidade considera justo as reivindicações do movimento. No entanto, ele alerta as empresas transportadoras sobre os riscos de circular nas rodovias gaúchas durante a realização dos protestos. Segundo Silvano, no período de greve as apólices de seguros não cobrem sinistros e, nesse caso, as empresas não devem permitir que seus caminhões circulem nas estradas. “As cargas dos clientes também ficam sem seguros. Em caso de paralisações, o ideal é que as empresas não coloquem os caminhões e as mercadorias em locais de risco ou piquetes”, acrescenta.
O Setcergs possui 8,5 mil empresas transportadoras associadas ao sindicato no Rio Grande do Sul. Elas são responsáveis por 240 mil caminhões. Conforme Silvano, 86% das cargas do Estado são transportadas através de caminhões.
A pauta de reivindicações proposta pelo MUBC discute alterações provocadas pela 12.619, restrições no trânsito nas cidades, a falta de pontos de paradas para descanso dos motoristas nas rodovias, aumento do preço dos combustíveis, alta carga tributária e aumento do roubo de cargas e caminhões. Outro ponto reclamado pelo MUBC diz respeito ao cartão-frete que estabelece que os motoristas somente poderão prestar serviços exclusivos para entidades que estiverem vinculados. Segundo os sindicalistas, a medida impossibilita a venda de fretes e compromete as atividades dos profissionais autônomos do setor.