A greve nacional dos médicos residentes, que já dura mais de 72 horas, não deve terminar até, pelo menos, a próxima terça-feira. De acordo com o presidente da Associação Nacional de Médicos Residentes, Nívio Moreira, as negociações com o governo federal não estão avançando. Os residentes querem aumento de 38% na bolsa-auxílio, congelada desde 2006. Já o governo oferece 20%.
Na segunda-feira, uma nova assembléia deve avaliar os impactos da paralisação dos médicos residentes. Na terça, uma mobilização nacional espera pôr fim ao impasse. No Rio Grande do Sul, os grevistas farão uma caminhada partindo do Hospital Fêmina até a Assembléia Legislativa. A intensão é debater a questão com os deputados e esclarecer a população sobre o tema. Os residentes representam 10% do atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado.
No Rio Grande do Sul, são cerca de 2,4 mil médicos da categoria em greve e a adesão em Porto Alegre é de 90%, de acordo com o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers). No País, a adesão também alcança 90% dos 22 mil residentes em programas de formação. Instituições como o Hospital Conceição, Clínicas, Pronto-Socorro, Santa Casa e São Lucas estão remanejando consultas já marcadas.
Greve de residentes deve seguir até a próxima terça
Categoria é responsável por 10% do atendimento pelo SUS no Estado<br /><br />