No Rio Grande do Sul, cerca de 60 trabalhadores, de um total de 120, estão paralisados desde o dia 25 de junho. Devido a uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o número de funcionários em greve não pode exceder 50% do efetivo. Isso garantiu que obras como a construção da Rodovia do Parque e a duplicação da BR 386 não fossem interrompidas. “Nessa semana, conseguimos medir e faturar as medições de junho. Não vejo, no momento, risco de paralisação (das obras) se realmente se confirmar o pagamento dessas faturas”, disse o presidente do Sindicato da Indústria da Construção de Estradas do Rio Grande do Sul (Sicepot-RS), Nelson Sperb Neto.
O governo trabalha com o prazo de fechamento da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que é de cerca de duas semanas, para conduzir as negociações com os grevistas. Mas, de acordo com Rodrigues, a greve somente irá chegar ao fim neste período se as demandas dos servidores forem atendidas. “Isso não está condicionado ao fim da nossa greve”, observou. De acordo com ele, os trabalhadores estão sem reajuste desde 2008. “O governo propôs pela quarta vez a mesma coisa, que nós já havíamos rejeitado no ano passado, e não agendou novas reuniões para negociar.”