Os médicos peritos do INSS do Estado começaram nesta quinta greve por tempo indeterminado. O reflexo imediato da paralisação foi no atendimento ao público. Cerca de 50% das consultas e perícias precisaram ser reagendadas, deixando muitos assegurados que buscaram serviço indignados. A paralisação nacional da categoria, que começou na terça-feira passada, é um dos movimentos para pressionar o governo federal e a direção do INSS a contratar mais profissionais e melhorar as condições de trabalho.
Segundo o presidente da Associação Gaúcha de Médicos Peritos e diretor do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Francisco Luciani, aderiram à paralisação cerca de 50% dos profissionais nas agências que realizam as avaliações de concessão de benefícios por incapacidade em Porto Alegre e em Canoas. Ele lembrou que parte dos funcionários não aderiu ao movimento porque está com processo de aposentadoria em andamento.
O presidente ressaltou ainda que o número de médicos peritos tem reduzido no último ano no país. Ele citou a agência do INSS da Bento Gonçalves, que em janeiro de 2009, contava com 38 peritos e agora tem cerca 12 profissionais. A consequência direta dessa situação, avaliou ele, é a sobrecarga nos atendimentos. Atualmente, as perícias duram cerca de 20 minutos, não permitindo a avaliação adequada dos pacientes.
Apesar da situação identificada, a Gerência de Porto Alegre do INSS indica que a paralisação dos médicos não provocou problemas ontem no atendimento de perícias.
Greve do INSS provoca reagendamento de metade das consultas e perícias
Paralisação começou nesta quinta no Rio Grande do Sul