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Greve do magistério chega ao terceiro dia

Docentes e funcionários de escola da rede pública estadual mantêm vigília nas proximidades do Piratini

Categoria optou por manter vigília nas proximidades do Palácio Piratini
Categoria optou por manter vigília nas proximidades do Palácio Piratini Foto : Cristiano Estrela
A greve do magistério chega, nesta quinta-feira, ao terceiro dia com indicativo de expansão do acampamento estruturado no entorno e no interior da Praça da Matriz. Os docentes e funcionários de escola da rede pública estadual optaram por manter vigília nas proximidades do Palácio Piratini e da Assembleia Legislativa. O objetivo é pressionar a retirada do regime de urgência da votação do novo Plano de Carreira da categoria que, para a direção do Cpers/Sindicato, irá provocar ainda mais perdas trabalhistas.

"Suspenderemos imediatamente a greve, caso o governo atenda nossas exigências", assinalou a vice-presidente do Cpers/Sindicato, Neiva Lazzarotto. O Executivo, porém, não sinalizou oficialmente se atenderá a reivindicação. O comandante de Policiamento da Capital, coronel Altemir Folgiarini Ferreira, mantém vigilância efetiva perto do acampamento. Na manhã de hoje, havia três viaturas no local, sendo duas do 1º Batalhão de Operações Especiais (1º BOE) e uma do 9º Batalhão de Polícia Militar (BPM).

Levantamento da Secretaria Estadual de Educação indica que apenas 540 dos 80.104 professores ativos da rede estadual aderiram à paralisação. Apesar de contestar as estatísticas, o Cpers/Sindicato não divulgou outros números. O secretário de Educação, Ervino Deon, garantiu que as aulas transcorreram praticamente na normalidade nas escolas estaduais. "Um número insignificante de professores aderiu ao movimento", frisou.

A 14ª Coordenadoria Regional da Educação, na região de Santo Ângelo, foi a que registrou o maior número de grevistas: 139 educadores. Já entre os servidores que trabalham em escolas, o secretário revela que apenas 84 aderiram à paralisação. A dirigente do Cpers/Sindicato, porém, ressaltou que a greve deste ano tem como prioridade pressionar os parlamentares. "Normalmente atuamos diretamente nas escolas para evitar que os professores entrem em sala de aula. Agora a intenção é reunir os colegas na Praça da Matriz", enfatizou.