Em repúdio à proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de reajuste salarial de 4,29% - índice que repõe a inflação passada -, a categoria realizou assembleias na quarta-feira em todo o Brasil. Os bancários decidiram pela continuidade da paralisação, enquanto os banqueiros não oferecerem ganhos reais.
De acordo com o presidente da Contraf, Carlos Cordeiro, o movimento tem crescido a cada dia, em razão da “indignação dos bancários com o desrespeito dos bancos”, que lucraram mais de R$ 25 bilhões no primeiro semestre e só oferecem 4,29% de reajuste, sem considerar as demais reivindicações da categoria.
O movimento dos bancários começou com o fechamento de 3.864 agências. A greve já é a maior da categoria nos últimos 20 anos. O Comando Nacional dos Bancários informa que a mobilização é por tempo indeterminado.