O secretário-geral da entidade Vicente Guindani afirmou que os manifestantes continuarão impedindo o serviço, até que a presidente Dilma Rousseff revogue a Medida Provisória (MP) 532 e atenda às reivindicações dos servidores. “A categoria está em greve nacional contra uma situação de esgotamento físico e psicológico. Hoje os trabalhadores têm um déficit de 30 mil vagas no Brasil e ganham um piso de R$ 800.”
Em assembleias realizadas na noite dessa terça-feira, os trabalhadores decidiram paralisar as atividades em todo o País. No Rio Grande do Sul, eles rejeitaram a proposta de reposição salarial de 6,87% oferecida pela estatal. De acordo com Guindani, a categoria quer a reposição da inflação, de 7,16%, e mais 24% de reajuste, referente a perdas anteriores.
Saiba o que fazer se sua correspondência não for entregue:
A assessoria dos Correios informou que só poderá se manifestar sobre os serviços afetados pela greve durante a tarde. No entanto, como a paralisação é por tempo indeterminado, é possível que a entrega de correspondências não ocorra no prazo estipulado. Caso a população não receba contas ou faturas, o coordenador de Atendimento do Procon Porto Alegre, Roberval Ferreira de Barros, explicou que o consumidor deve ir atrás dos fornecedores. “O Procon alerta que a desculpa da greve para o atraso de contas já esperadas não exime a responsabilidade de multas.”
Barros disse que as pessoas devem ligar para as empresas, pegando o número de protocolo, ou mandar e-mail, copiando a tentativa de contato, para saber a forma de quitar a dívida. “No caso dos cartões de crédito, na maioria deles é possível pagar com o código de barras do mês anterior”, acrescentou. “É um problema e é preciso que o consumidor esteja atento. Nos casos em que não há outra forma de pagar, a responsabilidade não é dele.”
Sobre a entrega de mercadorias ou documentos em que haja prejuízo, Barros disse que esse é um risco e que a pessoa que se sentir lesada pode entrar com uma ação na Justiça de reparação contra os Correios. Dependo do valor (até 20 salários mínimos), é possível ingressar no Juizado Especial Civil, sem advogado.
Após o início da paralisação, os Correios encaminharam uma nota à imprensa, informando que a empresa trabalha para normalizar os serviços o mais rápido possível e que, para isso, adotou uma série de medidas, que garantem o atendimento à população.
Confira o texto na íntegra
Os Correios ofereceram todas as condições necessárias para o fechamento do Acordo Coletivo de Trabalho 2011/2012. Apesar de todos os esforços da empresa, a paralisação foi deflagrada a partir desta quarta-feira (14).
A ECT trabalha para normalizar a situação o mais rápido possível e está adotando uma série de medidas que garantem o atendimento à população brasileira: contratação de recursos, realocação de pessoal, realização de horas-extras e trabalho nos finais de semana.
Os Correios colocam-se à disposição de todos os veículos de imprensa para dar informações sobre a situação e reafirmam seu compromisso de empresa pública empenhada em garantir o acesso de todos os cidadãos brasileiros ao serviço postal e contribuir para o crescimento do País.
EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS