A União Nacional dos Estudantes (UNE), por outro lado, critica a Uges, destacando que a sua posição prejudica os trabalhadores em Educação. Na avaliação do diretor de Movimentos Sociais da Executiva da UNE, Rodolfo Mohressa, essa postura separa aqueles que sofrem as mazelas da educação. "Entra governo, sai governo e seguem padecendo os mesmos problemas", salientou. Segundo ele, o recado dado ao governo do Estado não foi de guerra, mas de dizer que não vão aceitar que mais uma vez a educação não seja prioridade. Rodolfo entende que os trabalhadores da educação que participaram, nesta sexta-feira, da Assembleia da categoria, no Gigantinho, na Capital, deram a declaração pública de que não vão aceitar, por decreto, a mudança no Ensino Médio.
Ele citou ainda que o governador Tarso Genro se elegeu com a plataforma do diálogo e com a promessa muito clara de que pagaria o piso nacional do Magistério. Rodolfo lembrou que, no governo anterior, a UNE esteve ao lado do Cpers na luta contra os problemas do setor. Ainda não há uma posição oficial da entidade. Rodolfo salientou ainda que é preciso que a sociedade esteja mobilizada. Para ele, a greve é necessária, pois as famílias precisam pressionar o Estado. "Chega. É hora da sociedade se juntar à UNE, porque quanto mais forte for a greve, mais cedo ela termina", afirmou Rodolfo.