Além disso, segundo Carvalho, houve restrição na emissão do certificado internacional de febre amarela. Já nos portos, os trabalhadores realizaram piquetes em Uruguaiana, São Borja e em Rio Grande. A estimativa do sindicato é que a greve deve seguir por tempo indeterminado.
“Mantivemos os 30% de trabalhadores, mas a categoria repudia a decisão do governo federal em autorizar que clínicas particulares emitam certificados de vacinação para as pessoas que saírem do País. Esta atribuição é exclusividade da Anvisa”, argumentou Carvalho. Com a greve, a demora na inspeção de produtos poderá chegar a 30 dias.
Segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), durante a manhã de hoje, dos 49 voos programados no Salgado Filho, 6,1% atrasaram. No Brasil, cerca de 2,4 mil trabalhadores devem aderir à paralisação, proporcional a 90% dos servidores. A categoria reivindica recomposição salarial de 22,08%, plano de carreira, reabertura e reestruturação de postos fechados por falta de pessoal e concurso público. No País, onde 90% dos servidores da Anvisa estão aptos à aposentadoria, o déficit chega a 5 mil trabalhadores.