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Greve dos trabalhadores da Anvisa causa transtornos em portos e aeroportos

No Salgado Filho, demora nas inspeções causou atraso de 6,1% dos voos

No RS, adesão à greve é de 70%
No RS, adesão à greve é de 70% Foto : Cristiano Estrela
A adesão de pelo menos 70% dos 100 funcionários da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Rio Grande do Sul à greve da categoria, deflagrada nesta segunda-feira, causou prejuízos aos serviços nos portos, aeroportos e fronteiras no Rio Grande do Sul. Conforme o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Federais da Saúde, Trabalho e Previdência (Sindisprev), Paulo Sérgio Carvalho, com menor efetivo de funcionários no Aeroporto Salgado Filho, por exemplo, houve demora na verificação de medicamentos, alimentos e insumos para a saúde no interior de bagagens, o que resultou em atrasos nos voos.

Além disso, segundo Carvalho, houve restrição na emissão do certificado internacional de febre amarela. Já nos portos, os trabalhadores realizaram piquetes em Uruguaiana, São Borja e em Rio Grande. A estimativa do sindicato é que a greve deve seguir por tempo indeterminado.

“Mantivemos os 30% de trabalhadores, mas a categoria repudia a decisão do governo federal em autorizar que clínicas particulares emitam certificados de vacinação para as pessoas que saírem do País. Esta atribuição é exclusividade da Anvisa”, argumentou Carvalho. Com a greve, a demora na inspeção de produtos poderá chegar a 30 dias.

Segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), durante a manhã de hoje, dos 49 voos programados no Salgado Filho, 6,1% atrasaram. No Brasil, cerca de 2,4 mil trabalhadores devem aderir à paralisação, proporcional a 90% dos servidores. A categoria reivindica recomposição salarial de 22,08%, plano de carreira, reabertura e reestruturação de postos fechados por falta de pessoal e concurso público. No País, onde 90% dos servidores da Anvisa estão aptos à aposentadoria, o déficit chega a 5 mil trabalhadores.

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