A sexta-feira deve ser marcada por muita mobilização em Porto Alegre e na Região Metropolitana. Por conta da Greve Geral, que está sendo organizada em âmbito nacional, diversos protestos devem ocorrer no Centro da capital e também no entorno, incluindo as estradas que dão acesso à cidade. O trânsito deve ficar congestionado por conta dos atos que prometem bloquear diversas ruas.
Além dos protestos, diversos setores também pretendem paralisar as atividades, se não de forma completa, ao menos parcialmente. É o caso dos ônibus, trens, servidores da Segurança Pública, agências bancárias, agências dos Correios, Justiça do Trabalho, entre outros.
De acordo com as centrais sindicais, os serviços de transporte serão os mais afetados. O objetivo das entidades é parar o transporte de ônibus, pelo menos, até as 16h. Os metroviários pretendem paralisar os trens durante o dia inteiro. Contudo, o Tribunal Regional do Trabalho determinou a ambas as categorias que disponibilizem pelo menos 50% das respectivas frotas em horários de pico.
Também estão programados atos em rodovias estaduais e federais, como a Ponte do Guaíba e as vias próximas à Rodoviária de Porto Alegre. Conforme ficou definido em assembleia geral das centrais sindicais, a Greve Geral desta sexta deve ser a maior da história do País. Os trabalhadores protestam contra a reforma trabalhista, aprovada na Câmara dos Deputados na noite de quarta-feira e também contra a reforma da previdência, prestes a entrar na pauta do congresso.
O Ministério Público do Trabalho emitiu um comunicado a respeito da greve geral. A nota, assinada pelo procurador-geral, Ronaldo Curado Fleury, sustenta que a greve é “um direito fundamental assegurado pela Constituição Federal, bem como por Tratados Internacionais de Direitos Humanos ratificados pelo Brasil, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender”.
Protestos agendados
No início da manhã serão realizados protestos em frente às garagens de ônibus e também nos acessos à cidade, com distribuição de panfletos e caminhadas. A partir das 8h os servidores municipais realizarão três grandes atos:
- em frente à Secretaria Municipal de Administração, na rua Siqueira Campos, 1.300
- na esquina das avenidas João Pessoa e Ipiranga, trabalhadores do Demhab e do DMLU irão trancar a rua
- servidores do HPS realizarão ato público em frente ao hospital
- Às 9h os comerciários estarão reunidos na Esquina Democrática para mobilizar a categoria
- Às 10h, está previsto ato dos professores federais em frente à Faculdade de Educação da Ufrgs, no Campus Centro
- Às 10h30min, será realizado ato em frente ao prédio do Foro Trabalhista de Porto Alegre, na Avenida Praia de Belas, 1432, com a presença de magistrados, promotores, defensores, procuradores e profissionais de outras categorias ligadas ao judiciário
- Às 11h servidores da Segurança Pública irão se reunir em frente ao Palácio da Polícia Civil, na esquina entre as avenidas Ipiranga e João Pessoa
- Ao meio dia, bancários devem se reunir em frente à Fecomércio, na avenida Alberto Bins, 665, para seguir em caminhada até o Largo Glênio Peres
- Ao meio dia inicia a concentração no Largo Glênio Peres, no Centro de Porto Alegre, para o ato unificado entre as centrais sindicais
O que vai parar
Ônibus: concentração em frente às garagens de empresas de ônibus que operam na Capital e Região Metropolitana, para impedir a saída de veículos a partir da madrugada. A Justiça determinou que haja 50% da frota de ônibus circulando nos horários de pico;
Segurança: servidores da Polícia Federal, policiais rodoviários federais, policiais civis, servidores penitenciários e servidores do Instituto Geral de Perícias (IGP) irão paralisar as atividades
Correios: os funcionários dos Correios estão em greve
Aeroportos: os aeroviários e os aeronautas devem realizar um ato no Aeroporto Salgado Filho. Pilotos e comissários irão trabalhar, conforme definido nesta quinta
Bancos: Conforme o SindBancários, não haverá expediente em agências da Capital e de outros 15 municípios. A mobilização dependerá da adesão dos funcionários de banco.
Servidores públicos: As principais entidades de classe que representam servidores públicos no RS apoiam a greve e convocaram as categorias a aderir, entre elas o Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) e a Federação Sindical dos Servidores Públicos do Estado (Fessergs)
Comércio: Sindilojas e AGV orientam funcionamento normal; Sindec recomenda que os trabalhadores participem da greve
Justiça do Trabalho: suspensão do expediente interno e externo de suas unidades administrativas e judiciárias
Greve geral paralisa serviços no Rio Grande do Sul
Diversos protestos devem ocorrer contra reformas trabalhista e da previdência