Geral

Greve na PF suspenderá registro de armas e emissão de passaportes

Mobilização prevê operações-padrão em oito postos de fronteira e no Aeroporto Salgado Filho

A partir desta terça-feira, serviços de atendimento ao público como oitivas, registro de porte de armas e controle de produtos quimicos serão suspensos pelos policiais federais no Rio Grande do Sul. A emissão de passaportes também vai se restringir a casos de emergência enquanto durar a greve da categoria, deflagrada por tempo indeterminado. A categoria vai manter apenas os plantões, as ocorrências em flagrante e a custódia de presos.

A paralisação é parte de um  movimento nacional liderado pela Federação Nacional dos Policiais Federais, que aprovou indicativo de greve na semana passada. O presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Rio Grande do Sul, Paulo Paes, acrescentou que a greve prevê operações-padrão nos oito postos de fronteira e no Aeroporto Internacional Salgado Filho. A partir das 12h desta terça, deve haver concentração maior de servidores nesses locais. Hoje, em função do número limitado de profissionais, o trabalho é feito por amostra.

A categoria pede melhores condições de trabalho, com aumento do efetivo e reajuste salarial, além da troca do atual diretor-geral da Polícia Federal (PF), Leandro Daiello Coimbra. O Rio Grande do Sul soma hoje cerca de mil servidores, distribuídos em 14 delegacias. Na quinta-feira, a categoria volta a se reunir em assembleia para discutir o movimento.

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