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Greve na Procergs pode afetar serviços

Empresa negocia contingente mínimo de servidores para manter sites no ar

Greve na Procergs prejudica atualização de dados da polícia gaúcha
Greve na Procergs prejudica atualização de dados da polícia gaúcha Foto : Pedro Revillion
Os trabalhadores da Companhia de Processamento de Dados do Estado do Rio Grande do Sul (Procergs), empresa de tecnologia da informação, deflagraram greve por tempo indeterminado, nesta terça-feira, e estão concentrados em frente à sede da empresa, junto ao Centro Administrativo do Estado, em Porto Alegre. Na manhã de hoje, a direção pediu aos trabalhadores para garantir o mínimo de contingente para manter os serviços de manutenção de sites e banco de dados da Brigada Militar, Polícia Civil e outros órgãos.

O presidente do Sindicato dos Servidores da Procergs, Ormar Rosa, disse que a categoria quer aumento real de 5% nos salários e benefícios. Conforme ele, a média salarial dos funcionários é de R$ 2,8 mil, enquanto em outras empresas de Tecnologia da Informação no Estado chega a R$ 4,8mil.

Rosa alegou, ainda, que a Procergs enfrenta dificuldades com o atual número de funcionários – 965 funcionários, 600 deles na sede administrativa –, que se mantém praticamente estável há décadas. “A demanda por serviços de tecnologia da informação explodiu nos últimos anos, mas o quadro possui limitações desde sua criação, em 1972”, comparou. “Estamos perdemos profissionais para iniciativa privada e outros órgãos públicos que pagam mais”, disse.

Os funcionários da Procergs também exigem resgate de itens considerados históricos que foram retirados pela empresa em negociações anteriores, como a complementação previdenciária e a vigência do acordo coletivo.

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