O objetivo é pressionar a aprovação e implementação do projeto de lei 6.613, que equipara os salários dos servidores do Judiciário Federal a carreiras equivalentes dos poderes Executivo e Legislativo. De acordo com a diretora do Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal do Rio Grande do Sul (Sintrajufe), Cristina Lemos, desde 2008, não há reajuste para os funcionários do Judiciário Federal.
A proposição está sob análise da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, e não foi votada por falta de um acordo que a viabilize financeiramente. Segundo Cristina, os servidores reivindicam que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Cezar Peluso, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva negociem o orçamento necessário para a aprovação da proposta. “No Congresso, as alterações no orçamento para 2011, incluindo a concessão do reajuste do Judiciário Federal, poderão ser feitas até o dia 5 de dezembro”, explicou.
O Rio Grande do Sul acompanha a posição dos servidores da Bahia, Alagoas, Mato Grosso, Espírito Santo, Amapá/Roraima e São Paulo (região de Campinas). Já os trabalhadores do Judiciário Federal no Rio de Janeiro aprovaram o início da greve em 25 de novembro. O Sintrajufe enviará caravana a Brasília para participar do ato organizado para o dia 24 de novembro pela Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal (Fenajufe) em frente ao STF.
Além da Capital, a paralisação também atinge as repartições do Judiciário Federal de Pelotas, São Jerônimo, Taquara, Canoas, Rio Grande, Novo Hamburgo, Viamão, Alvorada e Guaíba. O diretor-geral do STF, Alcides Diniz, ressaltou que Peluso encaminhou pedido de audiência com Lula. A data, porém, ainda não foi definida, mas a expectativa é que o encontro ocorra o mais breve possível. Diniz ressaltou que, nesse encontro, o ministro deve pautar a necessidade de retomar as negociações da revisão salarial dos servidores e reivindicar o compromisso firmado em julho entre os poderes Judiciário e Executivo, de que logo após as eleições, avaliariam as previsões orçamentárias para 2011.