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Greve no Trensurb provoca grandes filas em ônibus da região Metropolitana

Trânsito flui com lentidão de Sapucaia do Sul até a freeway

Greve no Trensurb provoca grandes filas em ônibus da região Metropolitana
Greve no Trensurb provoca grandes filas em ônibus da região Metropolitana Foto : Vinícius Roratto
A greve do Trensurb, iniciada à meia-noite desta segunda-feira, já provoca transtornos nesta manhã. Grandes filas são registradas nas paradas de ônibus de cidades da região metropolitana. Em Canoas, as pessoas que estavam acostumadas a usar o metrô lotam os veículos que seguem em direção a Porto Alegre. Na BR 116, o trânsito flui com lentidão de Sapucaia do Sul até a freeway.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) realiza uma operação especial nas BRs para atender eventuais acidentes em função do aumento de circulação de carros nas estradas. O trânsito flui com lentidão de Sapucaia do Sul até a freeway. Segundo informações da PRF, um congestionamento de sete quilômetros é registrado do Centro de Canoas até Porto Alegre. A alternativa seria acessar a avenida Guilherme Schell, mas os policiais rodoviários avisam que o acesso também deve estar com lentidão.

Cerca de 250 agentes da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) monitoram as entradas da Capital, nas avenidas Castelo Branco, Avenida dos Estados, Assis Brasil e Bento Gonçalves.


Usuários lotaram paradas da Região Metropolitana em função da paralisação da Trensurb / Foto: Vinicius Roratto 

As linhas de ônibus que param nas estações do Aeroporto e Farrapos foram reforçadas e uma linha especial está à disposição dos usuários que desejam chegar ao Centro de Porto Alegre. Em Canoas, taxistas passam pelas paradas e cobram apenas R$ 10 para os usuários que desejam seguir até a Capital.

Para alguns usuários, a segunda-feira não foi um bom começo de semana. Um dos primeiros a chegar na estação São Leopoldo, o mecânico de avião Paulo da Rosa, de 36 anos, teve a sua rotina alterada. Acostumado a andar de Trensurb, ele tem o hábito de chegar ao trabalho em 32 minutos. No entanto, devido à paralisação, ele foi obrigado a pegar o carro e acredita que levará uma hora para chegar até o emprego. 

O segurança Deivid de Almeida, de 46 anos, estava irritado com a greve dos metroviários. Ele chegou à estação Niterói e deu de cara com os cartazes que anunciavam a paralisação da Trensurb. "Estou muito aborrecido porque não me avisaram sobre isso. Normalmente, desembarco na estação Mercado", disse. Sem o transporte público, ele terá de voltar para casa e pegar o carro. Almeida lamentou o fato de ter que chegar atrasado ao trabalho.

Apesar da decisão da Justiça do Trabalho (TRT) que estabelece o funcionamento normal da Trensurb durante os horários de pico entre Porto Alegre e São Leopoldo, o Sindicato dos Metroviários optou por paralisar as atividades por 24 horas.

De acordo com a assessoria de imprensa do Sindicato dos Metroviários, a decisão coletiva de paralisação, formalizada em assembleia geral na quinta-feira passada, segue mantida, já que não há tempo para uma segunda reunião. A assessoria também confirmou que a direção do sindicato está ciente do conteúdo da ordem judicial, por meio da imprensa.

Conforme a decisão da desembargadora Rosane Serafini Casa Nova, com a paralisação do Trensurb, o sindicato vai ser multado em R$ 70 mil por horário desatendido. Os oficiais de justiça, porém, ainda não conseguiram notificar os sindicalistas sobre a decisão.

Com informações de Karina Reif

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