Assim, a greve dos funcionários dos Correios, que já dura 22 dias, não terminará amanhã, como previa o acordo. "A greve continua, rumo ao julgamento do TST", afirmou Silva. Segundo o sindicalista, a Fentect ainda não foi comunicada oficialmente da decisão de todos os sindicatos, mas tudo leva a crer que a proposta será rejeitada de forma unânime. "A greve prevalece", reforçou.
Os sindicatos que representam os trabalhadores do Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Sergipe, Amazonas e Distrito Federal foram alguns dos que rejeitaram a proposta.
No Rio Grande do Sul, a maioria dos 800 trabalhadores reunidos em assembleia-geral iniciada às 14h, na Igreja da Pompeia, decidiu manter a paralisação. O presidente da Fentect disse que na próxima segunda-feira a decisão será anunciada em nova audiência no TST.
Segundo o presidente do Sintect de São Paulo, Elias Cesáreo de Brito Júnior, o principal ponto de insatisfação da categoria é o desconto de seis dias na folha de pagamento e a compensação dos outros 15 em finais de semana. Ele explicou que atualmente um funcionário dos Correios que trabalha aos sábados tem direito a dois dias de folga por semana. Mas, na forma estipulada no acordo, cada sábado trabalhado compensará apenas um dia parado.
Outro ponto de insatisfação, segundo Brito Júnior, está no fato de os Correios não terem aceitado dar o aumento linear de R$ 80,00 a partir de 1º de agosto, data base da categoria. Pelo acordo fechado ontem, esse acréscimo incidirá apenas a partir do salário de outubro.