O motivo do movimento é a demissão na última quinta-feira de um motorista definido por seus colegas como exemplar. No fundo desse cenário se destaca uma guerra entre dois grupos opostos: a comissão dos rodoviários e o Sindicato dos Rodoviários. O motorista dispensado se candidatou à Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) da empresa com o apoio da comissão dos rodoviários e não se elegeu.
“Sua demissão foi retaliação da Sudeste, que é contra a comissão”, acusa Leandro Piedade Rosa, vice-presidente da Cipa. Além desse caso, a empresa, segundo Rosa, estaria perseguindo outros funcionários ligados à comissão. As ações da Sudeste seriam trocas de escala “em cima da hora” e aumento do tempo de intervalo para almoço de duas para três horas. “Assim a jornada do funcionário começa às 9h e termina às 21h”, afirma Rosa.
O confronto entre a comissão e o Sindicato resulta da impugnação judicial do candidato vencedor na eleição de 2011, por solicitação de integrantes da capa da CUT, Itibirá Acosta. Assumiram, então, os representantes da chapa perdedora.