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Grevistas dos Correios terão descontados dias parados, alerta ministro

De acordo com Paulo Bernado, funcionários não vão receber sem trabalhar

Grevistas fazem manifestação em frente ao Ministério das Comunicações
Grevistas fazem manifestação em frente ao Ministério das Comunicações Foto : Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, determinou nesta nesta terça-feira ao presidente dos Correios, Wagner Pinheiro, “que os dias parados sejam descontados rigorosamente” do salário dos grevistas. “Greve é um direito, mas ninguém vai receber sem trabalhar”, disse o ministro.

Segundo Paulo Bernardo, entre 23% e 25% dos trabalhadores dos Correios estão parados. “Estamos negociando. Mas estamos também mostrando para eles que não temos condição de dar o reajuste no nível que eles pedem. Tem casos em que estão pedindo 100% de reajuste. Queremos mostrar as possibilidades que temos. Estamos oferecendo aumento real, acima da inflação”.

O ministro comentou o fato dos Correios ter o monopólio do serviço no País assegurado pela Constituição, e disse que isso não caracteriza um problema, mas “dá uma responsabilidade grande” à empresa.

“Se só eu posso entregar a carta, não posso pegá-la e ficar com ela na gaveta ou no malote. Tenho que dar um jeito de entregá-la”, disse Paulo Bernardo, lembrando que os Correios fizeram mutirões no último final de semana para que parte das correspondências em atraso pudessem ser entregues a seus destinatários.

Grevistas fazem manifestação em frente ao Ministério das Comunicações

Um grupo de trabalhadores dos Correios fez um enterro simbólico, na tarde desta terça-feira , para protestar contra a falta de negociação com o governo sobre o reajuste salarial da categoria. Em greve desde a última quarta-feira, eles se reuniram em frente ao Ministério das Comunicações. Além de um carro de som, os funcionários da estatal levaram para a manifestação um caixão com flores e as fotos do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, e do presidente dos Correios, Wagner Pinheiro.

“Já que eles não querem conversar com a gente, vamos enterrá-los. Só vamos desenterrá-los quando abrirem as negociações”, disse o diretor da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect), José Gonçalves de Almeida. Segundo ele, os trabalhadores estão reunidos em assembleias em vários estados para debater os rumos das negociações.

De acordo com os Correios, nessa segunda-feira a adesão dos trabalhadores à paralisação caiu para 23% — até a última sexta-feira, estava em torno de 30%. Com isso, agora a empresa tem 77% do efetivo trabalhando. Já a Fentect estima que 70% dos 109 mil empregados da estatal estejam parados.

Segundo a empresa, com a queda na adesão e o mutirão feito no final de semana para entrega de objetos postais, os Correios conseguiram aumentar a porcentagem de carga que esta sendo entregue em dia, que passou de 60% para 65%.


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